Pobre é foda mesmo... Mas como eu sou um pobre que precisa de ônibus, resolvi fazer uma análise sobre os novos microônibus que invadiram minha cidade na semana passada...
Provavelmente este será o post mais inútil que eu já fiz, mas pretendo fazê-lo mesmo assim. Tenho que contar essa “não tão inusitada” experiência.
Antes de mais nada, quero esclarecer que eu não pretendo falar de política no meu blog, mas foi inevitável colocar essa foto do atual governador do DF com o único propósito de mostrar os microônibus lá atrás dele, no “Eixão”. Eu procurei muito no Google (sempre ele), mas foi a única foto que eu achei dos benditos microônibus.
Bom, foi o seguinte: há pouco mais de uma semana, chegaram em todo o DF vários microônibus e só hoje eu tive a oportunidade de andar em um deles. E esse meu experimento científico não foi solitário! Uma amiga tão louca quanto eu resolveu fazer uma análise sobre os novos microônibus do DF junto comigo.
Por fora eles são bem bonitos, um design mais contemporâneo, com linhas suaves (sem exagerar) e são todos brancos com o símbolo do GDF nas laterais (verde e amarelo). Há um mini painel eletrônico indicando a linha, mas ainda tinha o nome do destino bem grande de um canetão branco (aquele próprio para vidros). Estendi a mão e ele parou, agora veremos como é o ônibus por dentro...
Assim que eu entrei, percebi que a entrada não é tão alta quanto deveria ser pelo simples fato de eu ter batido a cabeça na entrada. Mas como eu sou alto (não muito, mas sou acima da média), isso já me aconteceu várias vezes, já estou acostumado. O interior é bem espaçoso, por incrível que pareça, ele realmente é um microônibus, tem TUDO que um ônibus convencional tem, e ainda mais!
O único exemplo com o qual eu posso comprar são com as famosas “Zebrinhas”, cujo só circulam no Plano Piloto (popularmente conhecido como “Brasília” para quem não é do DF). Logo, essas Zebrinhas também são microônibus, só que já existem há muito mais tempo e, por esse motivo, não têm muitas coisas presentes nos novos microônibus. As diferenças são:
- Os novos microônibus têm um cobrador, nas Zebrinhas o próprio motorista tem que ser o cobrador, coitado;
- A roleta eletrônica já está disponível (mesmo que na volta, eu peguei um microônibus que não estava ativada, mas ainda sim tinha);
- Tem porta de saída... nas Zebrinhas você sai pela mesma porta que entra e paga na saída, pra facilitar para o pobre do motorista/cobrador (será que ele ganha salário pelas duas funções?);
- Tem acessibilidade para portadores de deficiência física com cadeiras de rodas! A porta do fundo é bem mais larga e tem um pequeno elevador para as pessoas portadoras de necessidades especiais (também tem lugar reservado para o acompanhante). Lembrando que esse lugar é o único com cinto de segurança. Outra coisa, essa acessibilidade só tem em poucos novos ônibus convencionais;
- Não tem corda para puxar, só aquele botão (com um símbolo de uma chave) que nunca funciona nos ônibus convencionais. Além de quê o som que se faz quando se solicita a parada do ônibus é bem mais discreto do que a buzina escandalosa da maioria dos ônibus, que faz todos olharem os que vão descer na próxima parada... que tédio;
- Por conta do acesso a deficientes, a parte traseira é mais baixa e tem mais dois bancos vermelhos (?);
- As cadeiras são todas acolchoadas (a nossa bunda agradece);
- Há saídas de emergência dos dois lados (aquelas alavancas vermelhas que servem para empurrar a janela em caso de acidente), até nos ônibus normais só tem de um lado. Curiosidade: As informações sobre como usar as alavancas estão em português, espanhol e inglês.
Outra coisa, só pra esclarecer: as Zebrinhas têm esse apelido simplesmente por serem pintadas em listras, mas são laranja com branco... continuando...
Bom, dentro do microônibus foi bem confortável (apesar de eu ter batido a cabeça e o cobrador ter dito “Você é alto, hein!”). Todos os botões de solicitar a parada dele estão bem distribuídos, tanto que permite a você, sentado, confortavelmente apertar o botão para só então se levantar e se dirigir à saída. Mas na primeira viagem eu queria descer pela frente (acostumado com as Zebrinhas) até o cobrador quase-gentilmente me alertar que a saída é por trás... e, como já tinha chegado à parada, o ônibus começou a sair de novo. Nesse momento, houve aquela típica gritaria do pessoal pedindo para o motorista parar o ônibus (nisso não mudou nada). E também é muito melhor pegar uma condução desse porte para lugares bastante próximos (afinal, era só um circular).
Bem, essa foi a experiência que tive hoje e, para conseguir essa riqueza de detalhes, tive que andar nesses microônibus 3 vezes hoje (foi por precisão, infelizmente).
Por que eu andei tanto nessas mini-conduções? Você deve estar se perguntando... bem, foi simplesmente para conseguir as coisas para dar entrada no seguro desemprego (e, no fim das contas, não deu certo...). Terei que voltar amanhã.
Outra curiosidade: Minha amiga e eu deixamos vários ônibus passar na volta só para pegar um novíssimo Microônibus... pobre é uma desgraça!
E assim termina a minha experiência científica. Agora o blog volta ao normal (normal? Só se for mesmo...).
Nota para os novos microônibus: 9,0 (Pela porta da entrada...)