terça-feira, 11 de setembro de 2018

Dança do tempo





Cá estou, novamente, pelo anseio das palavras
Há muito não nos vemos, eu sei
No hiato do tempo de tudo aconteceu

Apaixonei-me perdidamente, casei-me
Frustrei-me, descasei-me

Fechei meu coração, não sentia mais
Fui ao ermo e lá fiquei
Deixei de viver, então renasci

Nas entrelinhas do durante, muitas oportunidades perdi
As deixei passar, sem nem saber que estavam alí

Caí, fiquei, me arrastei... e então levantei
Ora, não seja superação
As cicatrizes ainda estão visíveis

Não sofri só, carreguei alguns
Apenas resisti, sobrevivi

Nem tudo ruiu, algo floresceu
No desbalanço da vida, não repousei

Agora estou aqui, novamente, apaixonado
O trauma me consome, o medo me corrói
Não é como antes, muito aconteceu

A experiência me faz ver diferente
Nem sempre para o melhor da gente
Esquecer é tão importante quanto lembrar
Cá estou, novamente, pelo anseio das palavras...

Rôney Andrade,
11/09/2018

terça-feira, 6 de março de 2012

Palavras e amigos...


Deposito aqui, mais uma vez, minhas mais sinceras palavras. Palavras estas que, mesmo que pareçam sem sentido, me definem e me expõe.

Minha cabeça agora pesa mais, o texto já não é fluido e meus dedos já não são os mesmos. Ainda assim, me permito regredir para, quem sabe, progredir. Já não me importa mais se tudo saiu como o planejado, afinal, nada saiu como tal.

Aqui exponho minha vida esperando que alguém a vasculhe, que tenha interessa e me procure, me pergunte o porquê de eu escrever isso ou aquilo. Acontece que isso nunca aconteceu e me conformei em escrever por prazer, pensando sempre que para alguém aqui possa fazer diferença, quem sabe.

Aqui deposito também meus mais sinceros lamentos, às cordas de violino e ao pequeno e escuro quarto, repensando sobre família e amigos. Ontem eu me senti muito sozinho, mas não posso culpar ninguém, afinal, pessoas não são o que se espera e é ingenuidade minha pensar que posso ser eu mesmo e que vão me aceitar dessa forma.

“Oras, seja você mesmo e que se dane o resto.”

“As pessoas certas vão te aceitar por quem você é, não pelo que aparenta.”

Acontece que você não escolhe a quem amar, e isso não é exclusivo para relacionamentos amorosos. Se, num primeiro momento, alguém te aceitou pelo que você é e, algum tempo depois, esse mesmo alguém te pedir que mude para que melhor se adeque a este, existe uma grande chance que você ouça o pedido deste alguém e tente mudar; não porque você ache que é o caminho certo, mas porque você sabe que esse alguém merece. Merece? Merece.

Vou continuar te amando, mesmo que você não mude por mim.

Estou triste, me sinto vetado e acorrentado. Pensar que não posso ser eu mesmo com os meus próprios amigos me magoa. Neste momento, pela segunda vez na vida, me sinto rejeitado sem que ninguém ao menos tenha a coragem de me dizer o porquê. Como eu mesmo costumo dizer, “quando quase todos à sua volta te tratam mal, o problema está em quase todos ou está em você?”

Eu digo exatamente o que eu quero dizer, entende quem quer entender e distorce quem quer distorcer. A palavra continua sendo prata e o silêncio continua sendo ouro.

Criamos laços com as pessoas, que por sua vez criam laços com outras pessoas, até que chega um momento em que todos estão conectados de tal forma que qualquer ação sua interfere na vida de todos. Não há escapatória.

Enquanto ao menos uma pessoa me entende, tudo parece ser alcançável. Não me sinto no direito de pedir sua ajuda, logo a você, que me ajuda tanto. Não costumo pedir ajuda. Não por orgulho, mas é que eu tenho essa mania de me diminuir perante aos outros, de modo que não quero aborrecer ninguém com minhas coisas diminutas quando eles já tem os problemas deles tão maiores que os meus.

Vou ser o que vocês quiserem que eu seja, não importa o quanto eu sofra pra isso, eu sei que eu consigo. Preciso acreditar nisso.

Não quero mais continuar a escrever o que ninguém quer ler.

domingo, 20 de novembro de 2011

Conections


Você se sente conectado a alguém. Você sente que esse alguém também se sente conectado a você. Seria simples se esses dois seres simplesmente ficassem juntos, enfim.

Você complica a vida. Todos complicam suas vidas. A vida nos complica.

Você fica com alguém com que não se sente completamente conectado, levando a quem se conecta com você a tentar conectar-se com alguém que também não se sente completamente conectado, causando assim uma reação em cadeia onde todos estão desconexos em algum aspecto.

Mas a culpa não é sua. A culpa não é sua. A culpa é nossa. Não há a quem se culpar.

Você, que não consegue expressar seus sentimentos senão através de textos confusos fica se perguntando o porquê. É mais fácil não pensar nisso.

Você sente. Do que adianta?

Você não fala... mas não pode falar. Lhe dói não poder falar. Cuidado pra não falar, alguém pode ouvir. Não deixe ninguém saber... ninguém é perigoso e ninguém pode pode falar o que não deve, ao contrário de você.

Palavras e gestos são imprecisos, mas seu olhar não. Seu olhar não mente; não consegue. Você percebe o olhar e se vê conectado ao olhar de quem o percebeu. Inevitável.

Mas assim o cansaço vem, o trabalho lhe tira da distorcida mente e você segue sua vida. Voa para seus pensamentos, onde ninguém pode te ouvir e não deixe que te vejam. Durma e descanse, tente não pensar nisso, mesmo sabendo que é impossível.

E a noite dorme... no calor do dia. E nos sonhos você se conecta.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Passado, presente e futuro...

De todos vocês levo uma característica
Cada um e cada uma
Meus rascunhos não conseguiram descrever.

Me dói escrever isso, nunca foi tão difícil.

Não se pode ficar com todos se ama,
Mas pode-se levar um pedaço de cada um e cada uma.
Não sei se devo jogar alguns pedaços fora...
É difícil manter-se são diante de tantos fragmentos de vida
Não consigo mais aceitar novas pessoas,
Projetá-los nos outros é automático.

Talvez eu não devesse ter aberto tantas portas...

Acho que já me perdi há algumas portas atrás.

Desculpe, não te quero...
Quero seus olhos grandes e brilhantes,
Quero seus cabelos loiros e olhos verdes,
Quero os sinais espalhadas pelo seu corpo,
Quero seu beijo e o jeito que você sorri,
Quero seu lindo rosto e seu sotaque,
Quero seu corpo magro e perfeito,
Quero o vigor do seu sexo e sua voz.

Parte de mim busca novas portas,
Parte de mim quer voltar para as mesmas portas
E parte de mim quer fechar as portas...

Serei um bom marido,
Serei bonito,
Terei um bom emprego,
Serei interessante,
Serei graduado,
Teremos nossa casa...

Não importa, né?
A superficialidade dessas exigências
é proporcional à importância da atração.
Não há como exigir que alguém seja como você sonha, suas exigências secretas
Também não adianta achar que você sempre poderá encontrar alguém melhor
Pois você nunca saberá quando estará ao lado da pessoa certa...

Não deveríamos tratar o amor como um jogo
Deveríamos parar de levar o amor no futuro do pretérito
Não é à toa que o presente recebeu esse nome...



domingo, 13 de fevereiro de 2011

Reviravoltas


O fracasso não é para os fracos
Tudo muda rápido demais à nossa volta
Acompanhar o ritmo é impossível
Temo pelas nossas crianças.

Quando alguém me estende a mão, não percebo na hora
Apenas me deixo ir pra depois ver onde essa mão me leva
Sorte é saber reconhecer as pessoas certas e erradas
Sorte é ter alguém pra te segurar quando o teu chão desmorona.

No calor do deserto é difícil ter perspectiva lógica
As miragens são só o sinal de que você está sucumbindo
A essa altura não se sabe quem é ou o que está fazendo lá
Só sabe que precisa de ajuda, mas não sabe como conseguí-la
Deixar de caminhar parece ser uma solução,
É difícil lembrar seu objetivo inicial,
o porquê de enfrentar o deserto,
O porquê de estar lá perdido,
A areia entra nos olhos, afeta a visão.

Perder o foco é devastador
A luta é inteiramente interna
Mas fatores externos estão sempre em mente
Tudo está tão bagunçado, por onde começo?
Não sinto mais meu corpo, será que estou no chão?
Uma mão se estendeu a mim. De novo.
Ou será que eu finalmente consegui pedir ajuda?

Quando passamos muito tempo sozinhos
Não lembramos que estamos muito bem acompanhados
Nem sempre são as pessoas que queremos
Mas com certeza são as que precisamos.

Tantas tarefas a fazer,
Tantos paradoxos pra resolver,
Tantas pessoas em quem pensar,
Poucas pessoas se permitem apaixonar...

E há quem diga que dá pra representar o universo em números
Muitas equações da vida não vão resultar em nada
O que não quer dizer que os problemas não tenham solução
Porém, essa solução pode não vir de cálculos e nem ser exata.
E não há garantia que não haja consequências.

Meus pensamentos aos poucos se alinham...
A subjetividade é a prova do meu medo
Ou apenas parte do meu egoísmo.

Meus dedos deslizam pelo teclado
Já não sei mais o que escrevo
De alguma forma, tudo faz mais sentido
De alguma forma, alguém mais deveria entender.

Sei que o que peço é demais pra você,
Mas tente ver que o faço com o coração,
Pois por você continuo de pé,
E pra você quero provar meu valor.

Muito obrigado a todos vocês que me apoiam
Mesmo quando não mereço apoio algum
Desculpe não conseguir dizer sempre o quanto os amo.
E obrigado por me dizerem a verdade
Quando ninguém mais teve coragem de fazê-lo.
E obrigado a você, que apareceu tão de repente
E, com pouco, me fez querer lutar pela vida de novo.

Vamos tentar escrever um novo capítulo
Estou cansado de escrever sozinho...

Sobre todos

Para+o nome

Pra você contei meus segredos
Pra você não pedi desculpas
Por você não estive lá
E de você eu sinto saudades.

Você não me deixou dizer
Em mim você confiou
Por Deus você me perdoou
E de mim você tem a enterna amizade.

De nós ficaram os vestígios
A mim sobrou a misericórdia
A vocês eu não peço ajuda
E deles veio a rejeição.

A gente não se conhece mais
Minha determinação vem de ti
Minha alma arde em dúvidas
Devo muito a você.

Nossas aventuras serão eternizadas
Sua doença me infecta
Vocês ainda não me entendem
Ninguém ouviu minhas palavras.

Todos precisam saber
Que a verdade não precisa ser cruel
Mas só alguém pode me dar
O veneno que tanto preciso...


Rôney Andrade
13 de Fevereiro de 2011, às 04:55.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Like the moon...


Ciclos

O silêncio me perfura
O vento me queima
E a escuridão me machuca.

Não ouça o que digo
Não leia o que escrevo
Não entenda meu semblante
Apenas me sinta.

Deixe-me ser o tempo que cura
Deixe de ser o medo de magoar
Deixe o som entrar
E me deixe sorrir pra você.

Pode ser e pode não ser...

A água continua a escorrer,
O vento continua a soprar
E eu continuo a me perder.

É assim quando o mundo se cala,
Pensamentos se curvam
E tudo se torna você...

Rôney Andrade.
24/01/11, às 17:03