domingo, 21 de dezembro de 2008

Diálogo bonito...

-Vai, tenta ser rápido, vai...
-Tenho que ir com cuidado, senão machuca.
-Tá bom, vai com calma então.
-Para de se mexer! Se não relaxar, vai acabar machucando.
-Espera, vai doer...
-Não vai doer, relaxa.
-Ai!
-Calma, ainda nem comecei.
-Vou fechar os olhos...
-Deixa de frescura!
-Frescura porque não é com você, né?
-Tá bom, respira... quer uma água?
-Não, já estou melhor.
-Então tá, vou começar, tenta relaxar.
-Hum...
-Isso, tô quase chegando lá.
-Pára! Tá doendo.
-Desculpe, foi sem querer... vou tomar mais cuidado agora.

...

-Ué, você parou?
-Não, tá vendo como nem dói se você se acalmar?
-É verdade.
-Droga!
-O que foi?
-Tá sangrando...
-Ai, meu Deus! Eu sabia que não devia te chamar pra fazer isso...
-Agora já era, vou continuar assim mesmo.
-Tá chegando lá?
-Sim, aguenta mais um pouco.
-Tá...
-Arrá! Consegui!
-O quê? Já tirou?
-Sim, dá uma olhada no tamanho.
-Credo, isso tudo estava dentro de mim?
-Estava sim, olha o buraco que ficou.
-Ai, será que vai voltar ao normal?
-Lógico que vai, você é besta mesmo.
-Hum... agradeço a gentileza, foi muita bondade da sua parte.
-De nada, precisando, é só chamar.
-Se eu precisar, pode ter certeza que eu chamo.

***

É assim a vida... não é todo mundo que consegue tirar um bicho-de-pé de alguém...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Sobre o blog...

Aff, escrevi um monte de coisa e esqueci de dizer algumas coisitas sobre o blog...

Primeiro eu quero dizer que essa enquete que você vê à direita foi um fracasso... de 3 votos, acho que 2 foram meus de computadores diferentes. Sinceramente... mas grande parte da culpa foi minha, pois eu modifiquei algumas coisinhas no blog e nem avisei ninguém, além de ficar um tempão sem novos posts.

Outra: passamos de mil acessos! Uhu! \o/

Mais uma coisa, eu reformulei os anúncios que não me dão dinheiro algum, mas até enfeitam o blog, de certa forma... o engraçado é que aparecem mais anúncios de emprego e de relacionamento.... ou seja, a Google sabe que eu estou solteiro e desempregado.

Era só isso por enquanto, eu só não quis estragar o post abaixo (tão bonitinho) com essas bobagens.

Até mais ver (a maldita experssão).

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A long time ago...


Olha que maravilha! (hipérbole à vista) Dois anos sem atualizar o blog e eu retorno com a cara mais deslavada do mundo!

Quero dizer que neste momento estou ouvindo o álbum "This Time", da cantora Melanie C. Se você gosta de um pop leve e romântico, porém não melancólico, aconselho ouvir este álbum. Mas não é sobre isso que eu vou dizer hoje.

Vou dizer sobre alguns acontecimentos que ocorreram neste meio tempo (e não foram poucos). E devo dizer também que não vou me lembrar de tudo, então torça pra que minha memória funcione bem. Um, dó, lá, si e ... já!!!!!!

Well, um dos acontecimentos mais marcantes desse período em que estive fora foi que meus parentes por parte de pai apareceram do nada. Um primo meu que tem mais de 30 anos e mora na minha cidade (?!) veio e disse que minha tia (mãe dele), e minha avó paterna estavam loucas para me ver. Não passaram nem dois dias e lá estava eu, na casa de um monte de parente estranho há alguns quilômetros de Brasília... descobri que o pessoal é bem legal, tiram sarro uns dos outros o tempo inteiro e são bem espertos, apesar do pouco estudo. Descobri que minha avozinha é linda e um doce, o que é totalmente o oposto da demônia com quem convivo (vulgo avó materna)...

Em outro dia, ainda conheci o meu irmão que tem a minha idade, só que é alguns meses mais novo.

...

É isso mesmo que você está pensando, o safado do meu pai engravidou duas mulheres no mesmo ano. E por falar nele, está bem melhor do que a última vez que o vi (o que ocorreu há alguns anos). Menos barrigudo e aparentando mais saúde, mesmo que esteja mais doente. Não vou me prolongar a falar do velho pra que vocês não pensem que eu sou um insensível. Mas vou falar do meu meio-irmão. Aliás, só tenho meios-irmãos... minha mãe nunca deu sorte com homens e todos somos filhos de pais diferentes (não aceito em hipótese alguma julgarem minha mãe por isso!).

Mas, continuando a falar de meu meio-irmão, eu realmente gostei dele. Ele tem traços goianos e é branco (aliás, eu sou o único negro entre todos os meus irmãos). Ele é bem forte e disse que se eu precisar de ajuda ele vem... oba! Não mexam comigo... hunfp...[mão ao queixo] No mais, ele não parece ser muito inteligente, mas não é burro, queria ter mais tempo para conhecê-lo melhor. Essa oportunidade pode chegar, uma vez que querem me levar pra Cristalina-GO pra conhecer o restante da cambada.

Famílias à parte, nesse meio tempo me envolvi e "desenvolvi" com uma pessoa. Foi até legal no começo, mas a falta de credibilidade por parte de ambos se desenrolou num inevitável fim. Fim mesmo, pois como vocês já devem ter percebido aqui no blog, eu sou meio "metido" e não escondo isso. Mas eu só sou assim porque tem gente que merece mesmo, e com certeza existem pessoas que NÃO me merecem. Sem mais delongas, não costumo voltar atrás com minhas decisões fechadas e assinadas.

Outro fato extraordinário: Eu não lembro se eu disse aqui no blog que eu tive uma infância muito feliz com alguns antigos amigos de outra cidade (eu acho que escrevi algo por cima quando disse que não me apego às pessoas e estudei em diversas escolas). Whatever... o que eu quero dizer é que, por milagre do destino (e com a ajuda do orkut), eu os reencontrei! A grande maioria está no mesmo lugar e estão, obviamente, 11 anos mais velhos. Isso mesmo! Faz mais de uma década que eu não os vejo, e ainda assim todos lembraram de mim! Sim! Foda-se se eu estou usando demasiadamente exclamações no texto! Desta vez achei necessário. Estou super feliz com isso e já estão todos a me esperar por lá, vou visitá-los assim que der (um reencontro à la "De volta pra minha terra"). Nossa, que exemplo infeliz que eu dei...

Bom, outra coisa que aconteceu foi descrita pelo meu amigo como "experiência de quase-morte". Acontece que eu estava na casa de meu melhor amigo e resolvi subitamente ir embora (como de praxe)... eis que acontece o inesperado: um saco de gesso caiu do segundo andar, cujo encontra-se em construção, e por poucos centímetros não caiu direto na minha cabeça. Minhas pernas não tiveram a mesma sorte. Saí de lá parecendo o Gasparzinho ou uma tentativa frustrada de me tornar o Michael Jackson (argh!). Em meio ao caos, a mãe do meu amigo não conseguia parar de rir ao ver meu estado deplorável pelo pó branco do gesso. O engraçado é que eu só vi um vulto passando na minha frente, bem defronte a minha face. Digamos que se eu não tivesse a postura reta, o saco voador fatalmente acertaria minha cabeça... digo "fatalmente" porque caso eu não tivesse morrido com a pancada, morreria asfixiado com aquele pó horroroso. Fui embora meio desolado e estava parecendo um louco de rua (como se eu ligasse pra isso). Essa foi a minha experiência.

Outro fato interessante que ocorreu nesse meio-tempo foi uma festa chamada "Ordinária - Late que eu passando!". Eu juro que eu me assustei um pouco ao ver esse nome, mas fui mesmo assim. Nossa, mas eu nunca me diverti tanto numa festa como essa, foi espetacular. O lugar era meio abafado, mas todo mundo dançou tudo o que passava (e só músicas de primeira qualidade dos anos 80, 90 e atuais). Foi lá que aconteceram também fatos anteriormente e sucintamente supracitados... descobri que eu ainda estou apaixonado por alguém (a pessoa da poesia mais recente do blog) e descobri que outra pessoa não vale o chão que pisa (como eu já havia suspeitado).

Eu ia acabar agora, mas vou contar que hoje estou me sentindo muito solitário. Aliás, estou me sentindo assim nos últimos dias. Praticamente todos os meus amigos estão fora do meu alcance, de uma forma ou de outra... eu até deixei um pouco do vício da internet pra tentar vê-los pessoalmente e quase todas as tentativas foram frustradas. Já na internet, eu consigo encontrar todos sempre online... legal, ?

No meio dessa budegueira* toda, eu ainda consegui a façanha de me declarar pelo MSN, quebrando a regra número 1 desse tipo de situação. Engraçado que isso me fez lembrar que sempre ao me sentir vazio e/ou sozinho, eu sinto vontade de mandar um torpedo pra alguém. Ainda bem que na maioria das vezes eu me contenho, já pensou? E eu não estou falando de torpedos simples dizendo apenas "olá" não... quem me conhece sabe de que tipo de torpedo eu estou falando. Falando nisso, me respondam se eu sou muito cruel com quem não me conhece e lê o meu blog? Eu sonego informações demais e sou rude com quem não acompanha de perto a minha vida? Opinem, fantasminhas que visitam e não deixam recado...

No mais, estou bem no site com a minha coluna semanal e as pessoas lá me respeitam muito, estou impressionado (não que eu não seja uma pessoa merecedora de respeito, mas vocês entenderam). E amanhã eu vou fazer a 2ª etapa do processo seletivo para conseguir emprego, torçam por mim (ou não, se você se você só quer ver a minha desgraça).

Até mais e abraço à todos (eu escolhi uma figura bem aleatória porque eu ia falar de várias coisas).

*Budegueira: Derivação substantivada do verbo "budegar", inventado por mim mesmo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

No image found

Exatamente, sem imagens dessa vez.

Preguiça? Talvez, mas não é esse o propósito desse post.

Let's talk about feelings... (já faz um tempo, ?)

Seguinte: estou me sentindo muito feliz por estar... não, espera (não é o suficiente)... na verdade, estou MUITO FELIZ (agora melhorou) por estar fazendo o que gosto e por estar ganhando reconhecimento por isso. Sério mesmo, as pessoas podem imaginar, mas creio que vá além do que possam estar pensando. Putz! Sinceramente, posso dizer seguramente que nunca estive tão feliz na vida. Agora melhorou, ?

"Ah, mas isso tudo só por estar trabalhando num site de videogames?"

Resposta apropriada: Se alguém me fizer essa pergunta pessoalmente, leva uma sapatada na cabeça, no mínimo.

Eu sinto que eu finalmente me encontrei. Sabe o que é isso? Sabe o que é finalmente encontrar o que você esteve procurando a vida toda? E não saber exatamente o que é até encontrar? É isso o que estou sentindo. Sinto alívio. Sinto prazer. Sinto liberdade. Sinto euforia. Sinto realização.

Enfim, sinto-me feliz.

Já percebi que as pessoas gostam muito falar quando estão tristes. Só lembram o quanto a tristeza é ruim quando a está sentindo. E os momentos felizes, que são tão aguardados nos momentos de tristeza, simplesmente passam despercebidos. Por que enfocar tanto no lado ruim das coisas? Saber reconhecer a felicidade é muito mais difícil do que reconhecer a tristeza, aparentemente. Ninguém é completamente feliz. Ninguém é completamente triste. Saborear os momentos com ambos (sim, AMBOS) é aprendizado. É a velha teoria do Equilíbrio que eu vivo pregando.

Certa vez, um professor me perguntou se eu era feliz. Eu parei para refletir por alguns segundos e respondi:

-Sim.

Ele então arregalou os olhos e logo perguntou se eu era religioso, alegando que somente os religiosos dizem ser felizes "por ter Deus no coração".

E eu logo disse que não sou religioso. Aparentemente, ele não acredita em felicidade.

Religiosos geralmente dizem isso da boca pra fora. Mas ele é tão radical quanto eles ao afirmar que ninguém é feliz. As pessoas simplesmente não percebem que a felicidade não algo que se busca ao longe, pode estar bem na sua frente e você não a nota. Uma frase que eu sempre cito:

"O tolo busca a felicidade na distância. O sábio a cultiva abaixo de seus pés."
James Openheim.

Essa frase não chega a ter o impacto que deveria ter. Afinal, todos sabem disso, não é mesmo? Sabem mesmo? Pois eu digo com ácida sinceridade que NÃO. Infelizmente a grande maioria não sabe disso. Entendem o que o qualquer um entende. Assim como eu digo que "a bola é amarela", afinal, é a simples compreensão da língua portuguesa.

Aposto que neste instante, algum amigo meu deve estar dizendo: "Rôney, você é muito taxativo! Como você pode menosprezar as pessoas assim? Como você pode ter certeza do que você está dizendo?"

Contudo, devo informá-los que isso acontece inclusive COMIGO. (Arrá! Não esperava que eu me colocasse no nível de quem eu ataco, né?)

Sim, isso mesmo pessoas. O ser humano erra muito ao "ver" as coisas, sem "enxergar". Parece uma frase boba essa do James Openheim. E existem várias frases do tipo. Mas como é difícil entender isso na prática... na teoria sabemos de tudo. "Isso é assim por tal coisa". "Você está sentindo isso por causa disso e daquilo". 'Eu compreendo o que você está sentindo".

NINGUÉM SABE DE PORRA NENHUMA!

Eu mesmo caio nessa armadilha. Todos caem.

Voltando ao assunto que quase foi pra outro rumo...

A mensagem que tenho pra vocês é: não apreciem só os momentos ruins (não usei a palavra errada, "apreciar" mesmo). Não dê uma importância demasiada às coisas ruins que lhe acontece. E tenha sempre a certeza de que coisas ruins não acontecem somente com você. Da mesma forma que coisas boas acontecem com todos.

Voltando ao questionamento do meu ex-professor: eu penso que sou feliz por fazer o que gosto, por ser o que gosto de ser e de ter ao meu lado pessoas que gosto. Talvez eu não seja tão exigente com a praticamente utópica felicidade. Talvez eu analise as coisas por outro ângulo. Talvez você não entenda o que eu quero dizer. Muitas indagações.

Se permita ser feliz, antes de mais nada. E leia com carinho esse post. Leia novamente até você você perceber que esse tanto de clichês que eu disse aqui não é tão clichê assim. Que tudo o que está lendo está realmente sendo absorvido. Que vocês enxerguem ao invés de ver. Que vocês sintam ao invés de interpretar um texto.

E agora, pra terminar, vou deixar uma frase que eu vivo dizendo às pessoas e a maioria não me leva à sério.

"Seja feliz."

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

As voltas que a vida dá...

And so it is...

Provavelmente não vou conseguir, mas vou tentar escrever pouco desta vez.

Vamos por partes:

-Esqueci de fazer a análise do Batman: The Dark Knight e não estou com saco pra fazer agora;

-Obrigado por terem me desejado azar, assim eu não me matriculei numa faculdade que só ia me arrancar grana (que eu não tenho). Além de tudo, eu não ganhei a promoção. Logo, eu ia me dar mal caso eu me matriculasse;

-Eu sempre quis usar esta imagem, só não a usei antes porque não tive a oportunidade certa;

-Eu quero indicar aqui o blog do meu melhor amigo (ele escreve muito bem, por sinal). Clique aqui e dê um pulinho lá.

-Ontem eu inaugurei uma coluna semanal no site Wii Brasil (do qual sou redator). Para acessar direto a coluna, clique aqui;

-Hoje, meu amor me recusou. O jeito é seguir em frente (vide a poesia que fiz para o meu ex-amor clicando aqui);
Vou discorrer um pouco sobre isso...
Isso é o que eu mereço por me envolver com quem namora. Mas na verdade, nem estou sofrendo muito, pois já estava preparado pra isso (afinal de contas, sou sensato e realista na medida do possível). Só queria dizer isso, vou continuar.

-Curiosidade: eu mesmo fui o visitante da besta... olhem só o print que eu tirei:

Considerações finais:

Trabalhar no site "Wii Brasil" me trouxe o reconhecimento que (acredito) todo escritor precisa. É até meio frustrante escrever um blog me dedicando tanto sendo que tão poucas pessoas o lêem e, mais ainda, deixar um comentário. Só pra se ter uma idéia, em pouco mais de 24 horas que a minha coluna foi ao ar no site, houveram mais de 60 comentários dos usuário cadastrados(que está em cerca de 6.300), e até este exato momento, houveram 1487 acessos à minha coluna no site. Ou, seja... desde abril de 2008 estou neste blog e não tive nem metade desses acessos que consegui lá em 1 dia apenas... entendem a minha frustração/felicidade?

Mas mesmo assim, vou continuar escrevendo aqui, pois este blog é tudo o que eu tenho...

Até mais!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Só dando uma passada...

Só pra contar um pouco das novidades (que não por acaso explicam o meu sumiço daqui por um tempinho).

Pra começar, essa imagem ao lado é do personagem "Shadow", da série "Sonic". É a primeira vez que eu falo explicitamente sobre videogame... mesmo que já faz um tempão que tem aquele videozinho de Resident Evil 5 que eu coloquei aqui no blog há um tempinho.

Bom, agora eu vou explicar o porquê desta bela imagem...

Acontece que no mês passado um site de videogames (conteúdo sobre Nintendo) feito por fãs abriu vagas para novas pessoas integrarem a equipe. Eram vagas para redatores, "newsposter" (para colocar notícias sobre o mundo Nintendo) e uma vaga para alguém atualizar a biblioteca de jogos (os arquivos com informações, imagens, análises e vídeos dos jogos).

Mesmo que eu nunca tenha dito aqui no blog, eu sempre gostei muito de videogames. Eu acompanho este site desde 2006 e vi o site crescer bastante nesse período. Como eu já escrevi duas matéria para uma revista de games (publicada nacionalmente), eu resolvi tentar a sorte para uma das vagas de redator do site. E consegui! Estou agora trabalhando voluntariamente, pois como é um site feito por fãs, não é um serviço remunerado, mas é muito compensador. Estou bem contente com isso!

E o "Shadow" aí é a figura do meu usuário lá no site e no fórum do site.

Pra quem tiver curiosidade, é só visitar o site clicando aqui.

O meu usuário no site é: Shadow
No fórum, muda um pouco: Sh@dow

Pra quem gosta de videogames ou quer conhecer mais, o site é ótimo! Fãs da Nintendo então, nem se fala...

E a outra novidade é que... no dia do alinhamento (08/08/08) me deu uma vontade de fazer alguma coisa útil da minha vida (eu ainda não sabia do resultado para trabalhar no site) e resolvi me inscrever para fazer vestibular para "Administração em Sistema da Informação" e marquei a prova para o mesmo dia e fui lá e fiz... passei também (fácil demais). Mas agora eu estou com dúvida se faço ou não. O site estava com uma promoção que dá bolsa integral ou parcial para quem for selecionado num teste de inteligência e fizer uma frase original. Vamos ver se eu ganho. (por incrível que pareça, eu estou contando com isso para cursar nesta faculdade).

Bom, eu vou precisar de sorte. Já fiz o que podia, agora é só aguardar. Não vou pedir que me desejem sorte, porque dá azar... então eu vou pedir que me desejem azar... assim quem sabe eu consiga (não custa tentar).

Por hoje é só! Até mais!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Para alguém muito ESPECIAL!


Sonho Real


Solitário por entre todos

Muitos, muitos, mas ninguém

Um olhar a procura de outro

Duas energias se tocam


Tudo escurece

Nada mais existe

Só duas energias

Nada mais importa


Onde estão todos?

Só vejo um brilho

Também sou uma luz

Uma nova cor nasce


É como uma lâmpada

Seu brilho ultrapassa o vidro

O próprio vidro que a protege

Que lentamente se quebra


O que está acontecendo?

Que sentimento é esse?

Essa luz me faz tão bem

Não quero acordar


Realidade de um sonho

Já estamos acordados

Não é sonho e nem realidade

É uma junção de ambos


Difícil resistir

Difícil respirar

Difícil segurar

Difícil suportar


Sentimentos num caleidoscópio

Misturando o sonho real

Ninguém mais existe

Duas energias se tornam uma...



Rôney Andrade, 01/08/08 às 3:21h.

Novos Microônibus do DF...

Pobre é foda mesmo...

Mas como eu sou um pobre que precisa de ônibus, resolvi fazer uma análise sobre os novos microônibus que invadiram minha cidade na semana passada...

Provavelmente este será o post mais inútil que eu já fiz, mas pretendo fazê-lo mesmo assim. Tenho que contar essa “não tão inusitada” experiência.


Antes de mais nada, quero esclarecer que eu não pretendo falar de política no meu blog, mas foi inevitável colocar essa foto do atual governador do DF com o único propósito de mostrar os microônibus lá atrás dele, no “Eixão”. Eu procurei muito no Google (sempre ele), mas foi a única foto que eu achei dos benditos microônibus.


Bom, foi o seguinte: há pouco mais de uma semana, chegaram em todo o DF vários microônibus e só hoje eu tive a oportunidade de andar em um deles. E esse meu experimento científico não foi solitário! Uma amiga tão louca quanto eu resolveu fazer uma análise sobre os novos microônibus do DF junto comigo.


Por fora eles são bem bonitos, um design mais contemporâneo, com linhas suaves (sem exagerar) e são todos brancos com o símbolo do GDF nas laterais (verde e amarelo). Há um mini painel eletrônico indicando a linha, mas ainda tinha o nome do destino bem grande de um canetão branco (aquele próprio para vidros). Estendi a mão e ele parou, agora veremos como é o ônibus por dentro...


Assim que eu entrei, percebi que a entrada não é tão alta quanto deveria ser pelo simples fato de eu ter batido a cabeça na entrada. Mas como eu sou alto (não muito, mas sou acima da média), isso já me aconteceu várias vezes, já estou acostumado. O interior é bem espaçoso, por incrível que pareça, ele realmente é um microônibus, tem TUDO que um ônibus convencional tem, e ainda mais!


O único exemplo com o qual eu posso comprar são com as famosas “Zebrinhas”, cujo só circulam no Plano Piloto (popularmente conhecido como “Brasília” para quem não é do DF). Logo, essas Zebrinhas também são microônibus, só que já existem há muito mais tempo e, por esse motivo, não têm muitas coisas presentes nos novos microônibus. As diferenças são:


- Os novos microônibus têm um cobrador, nas Zebrinhas o próprio motorista tem que ser o cobrador, coitado;

- A roleta eletrônica já está disponível (mesmo que na volta, eu peguei um microônibus que não estava ativada, mas ainda sim tinha);

- Tem porta de saída... nas Zebrinhas você sai pela mesma porta que entra e paga na saída, pra facilitar para o pobre do motorista/cobrador (será que ele ganha salário pelas duas funções?);

- Tem acessibilidade para portadores de deficiência física com cadeiras de rodas! A porta do fundo é bem mais larga e tem um pequeno elevador para as pessoas portadoras de necessidades especiais (também tem lugar reservado para o acompanhante). Lembrando que esse lugar é o único com cinto de segurança. Outra coisa, essa acessibilidade só tem em poucos novos ônibus convencionais;

- Não tem corda para puxar, só aquele botão (com um símbolo de uma chave) que nunca funciona nos ônibus convencionais. Além de quê o som que se faz quando se solicita a parada do ônibus é bem mais discreto do que a buzina escandalosa da maioria dos ônibus, que faz todos olharem os que vão descer na próxima parada... que tédio;

- Por conta do acesso a deficientes, a parte traseira é mais baixa e tem mais dois bancos vermelhos (?);

- As cadeiras são todas acolchoadas (a nossa bunda agradece);

- Há saídas de emergência dos dois lados (aquelas alavancas vermelhas que servem para empurrar a janela em caso de acidente), até nos ônibus normais só tem de um lado. Curiosidade: As informações sobre como usar as alavancas estão em português, espanhol e inglês.


Outra coisa, só pra esclarecer: as Zebrinhas têm esse apelido simplesmente por serem pintadas em listras, mas são laranja com branco... continuando...


Bom, dentro do microônibus foi bem confortável (apesar de eu ter batido a cabeça e o cobrador ter dito “Você é alto, hein!”). Todos os botões de solicitar a parada dele estão bem distribuídos, tanto que permite a você, sentado, confortavelmente apertar o botão para só então se levantar e se dirigir à saída. Mas na primeira viagem eu queria descer pela frente (acostumado com as Zebrinhas) até o cobrador quase-gentilmente me alertar que a saída é por trás... e, como já tinha chegado à parada, o ônibus começou a sair de novo. Nesse momento, houve aquela típica gritaria do pessoal pedindo para o motorista parar o ônibus (nisso não mudou nada). E também é muito melhor pegar uma condução desse porte para lugares bastante próximos (afinal, era só um circular).


Bem, essa foi a experiência que tive hoje e, para conseguir essa riqueza de detalhes, tive que andar nesses microônibus 3 vezes hoje (foi por precisão, infelizmente).


Por que eu andei tanto nessas mini-conduções? Você deve estar se perguntando... bem, foi simplesmente para conseguir as coisas para dar entrada no seguro desemprego (e, no fim das contas, não deu certo...). Terei que voltar amanhã.


Outra curiosidade: Minha amiga e eu deixamos vários ônibus passar na volta só para pegar um novíssimo Microônibus... pobre é uma desgraça!


E assim termina a minha experiência científica. Agora o blog volta ao normal (normal? Só se for mesmo...).


Nota para os novos microônibus: 9,0 (Pela porta da entrada...)

quinta-feira, 24 de julho de 2008

De volta, com todo o vigor!

Finalmente, atualizando!

Depois de ficar uma década (hipérbole à vista...) sem atualizar o diabinho do meu blog, cá estou eu com MUITA COISA pra dizer, contar, escrever, redigir, ironizar, whatever...


Bem, primeiro quero dizer que recentemente eu assisti no cinema o filme “Batman: The Dark Knight” (ou “Batman: O Cavaleiro das Trevas” em território tupiniquim). Assisti duas vezes. E quero dizer também que eu não vou falar sobre o filme neste post, vou criar um post só pra falar do novo filme do Morcego.


Agora eu pretendo falar da minha vida, cuja há muito não vinha escrever sobre. Vamos começar pelo período em que paramos: A Greve no trabalho (na verdade, foi só uma paralisação de 45 minutos, mas eu gosto de chamar de greve). Por conta dela, eu fui demitido e estou sem emprego desde o dia 27 de junho. Inventaram uma desculpa esfarrapada, mas eu sei que o real motivo foi eu ser um dos cabeças por trás da paralisação. GREVE! Já me chamaram de anarquista várias vezes...

Depois desse pequeno incidente, eu recebo a mensagem de minha querida mamãe: “A mãe (minha avó, claro) chega até dia 15 e quer a casa vazia”. Quando ela disse “casa vazia”, ela estava falando sério. Não só que saíssemos da casa dela (são 3 casas no mesmo lote), mas que saíssemos do lote inteiro. TODOS nós... até o podre do meu tio folgado. Mas, no fim das contas, até que as coisas fluíram bem. Só o maconheiro (meu querido irmão gordo) saiu e tudo ficou melhor por aqui. A vó chegou com o seu parceiro (o pedófilo/homossexual/traficante) e não fez nada. Está até bem feliz (na verdade, eu não sei bem, porque desde que ela chegou, só a vi de relance umas duas vezes). Enfim, voltei aos dois cômodos que morava há um tempo atrás e estou com minha mãe e irmã. Tirando os desenhos de maconha nas paredes (adivinha quem fez?), até que está bem confortável por aqui.


Isso leva a uma parte irônica da história: o meu tio salafrário ainda está aqui, mesmo que já tenha recebido as chaves do apartamento, nós ainda estamos aqui e a minha avó não expulsou ninguém. O Gordo Maconheiro está em outra cidade com minha tia porque não tem espaço pra ele aqui (eu mesmo iria, mas o marido dela não quis a minha companhia na casa dele por razões desconhecidas, mas imagináveis). Chegamos a um determinado porém... meu tio tem 3 meses para ocupar o apartamento dele ou irá perdê-lo, mas acredito que ele fique até o último dia para economizar. Mas caso ele saia antes do previsto, a casa automaticamente irá sobrar... Let me guess: com isso, a minha mãe vai chamar o Gordo de volta, pois infelizmente não haverá mais desculpas para que ele permaneça lá. Logo, eu terei de sair, pois chegou a um ponto que não dá mais pra conviver pacificamente com ele (convivíamos até agora por ele estar separado no “cafofo” dele). A minha relação com ele está cada vez mais perigosa e eu prevejo uma tragédia se convivermos sob o mesmo teto.


Resumindo o parágrafo acima: se meu tio sair, pior pra mim... (que destino cruel, não?)


Droga! Odeio falar de problemas familiares, acho que tenho de parar com isso. O engraçado é que alguns leitores do blog acham que o que eu escrevo é ficção, quão incomuns são as coisas que acontecem na minha vida.


Good, vamos falar de coisas melhores: relacionamentos... (eu ouvi um “Hum!”?)


Minha vida “relacionamental” está muito boa, sabe por quê? Porque estou praticamente namorando. Ih, acho que eu não devia dizer isso agora, vai que eu não namoro? Ah, foda-se (meu blog não é anti-palavrão).


Saí com a minha colega (eu ia falar amiga, mas ela já me descreveu como “colega”, então o troco está dado) e nós ... quer dizer... EU bebi um pouco, por causa da lei seca (haha, ela foi “o amigo da vez”). Aposto que você aí deve achar que eu fui reservado ao falar “bebi pouco”, mas quem me conhece sabe que eu falo a verdade. Eu não gosto da maioria das bebidas e só bebo uma “ice” e um vinho tinto de vez em quando, em poucas quantidades. Odeio cerveja. Ih, olha eu desviando do assunto de novo...


Resumindo tudo: Saímos e arranjamos companhia e dormi fora de casa por 3 dias...


Claro que não foi tudo no mesmo dia, eu ainda dormi na casa dela um dia e só dormi fora de casa duas semanas depois... como não atualizo o blog há tempos, não comentei.


“E os detalhes?” – Você deve estar de perguntando.


Ora, logo eu que sou tão detalhista não vou contar? Claro que NÃO! É intimidade demais pra eu falar num blog. (pensamento: e se eu tivesse um blog anônimo? Hum... não, deixa pra lá... mas e seu eu tivesse? Será? Não, não... deixa quieto... mas...)


Agora eu tenho alguém me ligando, e é tão bom! Mas eu não gosto de cachorros. Prefiro gatos. Gatos são interesseiros e só ficam com os donos que querem, só estão com você por abrigo e comida, mas são sinceros e todo mundo sabe que eles só estão lá por isso. Cachorros querem exatamente a mesma coisa, comida e abrigo. A diferença é que os cães fingem ser amigos para conseguir isso (além de um carinho), o que os torna hipócritas. Cachorros são claramente mais burros também. Chegando ao ponto de ficarem anos correndo atrás da própria cauda e perderem o abrigo e a comida garantida por fugir de casa sem saber pra onde ir e se perderem (gato nem precisa de coleira, pois sempre volta pra casa). Desvinculei do assunto de novo, né? Desta vez foi de propósito, quem sabe a história inteira vai entender...


Tenho que falar de uma coisa! Esses dias eu fui até a cidade onde passei boa parte da minha infância (a melhor parte dela), a cidade do... não vou dizer. Continuando: Eu dei uma volta pela manhã e há tempos não me sentia tão bem em um lugar. A nostalgia me contaminava, estava tudo lá, com pequenas alterações, os pássaros cantando, as árvores de jamelão, a leve brisa e o cheiro característico de ar puro, lá o clima é sempre bom, passei pelos dois lugares onde tive os maiores tombos de bicicleta da minha vida, fui onde eu e meus antigos amigos íamos brincar, fui no meu antigo bloco e procurei por amigos da época, mas eles estavam trabalhando... engraçado, antes era só escola, agora já estão trabalhando. Devo dizer que foi uma ótima experiência para meu espírito. Sentei em um banco perto da quadra e debaixo de uma árvore e, naquele instante, nada mais importava.


Agora eu vou ficando por aqui, pois este post já está grande demais.


Até a próxima e desculpem eu não poder contar tudo, talvez eu conte outra hora... talvez...


Abraços e não se preocupem, agora eu atualizarei o blog com muito mais freqüência.

Rôney Andrade.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Quase

Demorou, mas acabei cedendo à vontade de contar um caso que ocorreu aqui em casa (é um modo de dizer pois, como já sabem, não tenho casa...). Segue a história:

- Quinta-Feira, 05 de junho de 2008 -

Eu estava prestes a dormir (cerca de meio-dia), quando ouvi som de pássaros na cozinha. Segundos depois, aparece a minha mãe gritando, dizendo que o nosso gato - Naruto - estava com um filhote de passarinho na boca.

Quando eu ouvi aquilo, me bateu uma forte vontade de ajudar o pobre do pássaro e eu saí correndo sem pensar atrás do gato pra tentar salvar o passarinho.

Em um instante, a confusão estava armada e todos na casa estavam gritando me ajudando a tentar pegar o gato que acabou fugindo das minhas mãos quando o tentei puxar pelo rabo e correu para debaixo do refrigerador (lugar onde ele sempre se esconde quando está fugindo de umas palmadas por mal criação). Foi então que eu bruscamente arranquei a parte inferior do refrigerador para que eu pudesse pegá-lo.

Foi estranho. Mesmo que eu batesse nele, não soltava o pássaro de jeito nenhum. Pedi um pedaço de madeira e quase esmaguei o gato embaixo da "geladeira" (como é popularmente conhecido o refrigerador), que insistia em não soltar.

Foi então que o Gordo (forma desprezível de como me refiro ao meu irmão) puxou o gato pelo rabo e, tamanho foi o solavanco que o gato soltou o pássaro no susto.

Mas e o passarinho, como estava? Não se movia, porém, ao trazê-lo pra perto, pude perceber que ele estava em estado de choque, ofegante e paralisado. A cabeça dele estava na boca de um gato há segundos atrás, mas o incrível é que dava pra perceber no semblante do bichinho o quanto ele sofria, parece que já tinha aceitado a morte e não mais lutava pra sobreviver. Era um filhote de pardal e sua saída para o mundo já foi bastante cruel.

Mas não pense que a operação resgate acabou por aí... ainda tinha que devolvê-lo para o ninho.

Primeiramente, minha mãe colocou-o na parte externa da basculante, pensando que ele poderia voar. Minutos se passaram e o passarinho ainda estava lá, do mesmo jeito, na sua reação pós-traumática, por assim dizer.

Foi quando eu disse a minha mãe que teríamos que colocá-lo no ninho, pois os pais do coitado estavam aflitos, chamando por ele - inclusive foram eles que tentaram atacar o gato, quando o mesmo abocanhou o passarinho. Enfim, como o ninho era muito alto, fizemos a parte mais difícil do resgate: Minha mãe pegou uma cadeira e o maior cano que tinha em casa e colocamos o pardalzinho na ponta do cano e eu - por ser o mais alto da casa - me encarreguei da tarefa "de volta pro ninho".

No momento da subida - muito tenso, por sinal - todos estavam em silêncio torcendo para que ele não caísse daquela altura. Nesse momento foi bom ele estar paralisado, pois era muito importante que ele não se mexesse. ao chegar ao topo, houve um pequeno problema: ele não dava um passo para o ninho...

Eu, que já estava todo esticado e os braços erguidos, não estava mais aguentando quando dei um empurrãozinho e ele foi finalmente para o ninho (mesmo tendo ficado bem na ponta). Os outros pássaros se acalmaram e eu pude dormir em paz.

Vocês podem ter achado a história uma tremenda idiotice, mas significou muito pra mim. Me fez pensar profundamente sobre várias coisas da vida. Além de ficar impressionado com a reação dos outros pássaros, que se uniram pra ajudar o filhotinho, mesmo contra um gato, um dos seus predadores naturais. A reação do passarinho também foi comovente. Me faz pensar se os animais são realmente irracionais. Chego a pensar que somos muitos mais irracionais, muitas vezes.

Foi correto eu interferir na Cadeia Cíclica Alimentar? Naquele momento, eu só pensava em salvar o passarinho das garras (e dos dentes) do gato malvado que, aliás, levou uma bela surra depois disso. Me fez pensar em vida e morte e me lembrou uma passagem, cujo autor eu não me lembro:

"Quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou!
Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Gastar mais horas a realizar do que a sonhar, a fazer do que a planear, a viver do que a esperar porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase viveu já está morto!"

O que vocês fariam no meu lugar?

Nossa! Eu não achei que esse post seria tão grande. Eu e meus detalhes...

Depois de tudo, no mesmo dia, fizemos (eu e o pessoal do trabalho) uma pequena greve lá na empresa, além de que o gato sumui antes de ontem. Mas isso é coisa para outro post.

Bom, até mais! Comentem a foto (dessa vez eu não coloquei meu nome porque fiz poucas mudanças na imagem e um nome estragaria a foto).

Abração e até o próximo!
Rôney Andrade.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A Resposta

"A força do fraco é oculta a si. Quando não enxerga o externo, não vê nada."
Rôney Andrade.


História nada engraçada: Nada do que eu previ aconteceu, mas nada de melhor ocorreu. O que eu posso fazer? Nada. É só aceitar esta condição por enquanto.

Estive pensando por anos o que devo fazer da minha vida e até agora não obtive resposta dentro do que eu posso fazer. Sim, querer é muito fácil. Nada de sermões do estilo "quem quer demais, acaba sem nada" ou "quem quer com vontade, consegue", por favor, estou sem saco pra isso.

A minha vida anda uma bosta e isso não é novidade, mas até que está calma. Ou será que estou anestesiado com tudo? De qualquer forma, o título "A Resposta" era para ser uma coisa a priori, mas acabou se tornando outra. Era pra ser simplesmente onde eu iria morar... mas agora é tudo de uma vez.

Por enquanto, sobre a moradia, estou temporariamente estável. Não deu certo eu ir morar com o vizinho de trás, mas não precisou, já que minha avó decidiu ir para o Maranhão em busca de seu amado traficante pedófilo. O plano dela é convencê-lo a voltar alegando que a casa estará vazia pra ele. Isso mesmo, VAZIA! Expulsou-nos de onde sempre vivemos sem o menor pudor ou compaixão (adjetivos que ela nunca conheceu). Tudo por ele.

Responda rápido: Amor ou Doença?

Seja qual for a resposta, eu quero que ela se exploda - de preferência, longe de mim. Lembrando sempre que eu estou calmo e vou pra onde a minha mãe for, por enquanto. Fazer o quê? Não vou me suicidar em dívidas por conta de um aluguel, não vou passar por isso de novo.

Olha o que veio hoje no orkut pra mim:

"Sorte de hoje: Em breve você passará momentos felizes em casa"

Hehehe! Será mesmo?

_____________________________________________

Agora... a outra situação:

Lembra do post "Depoimentos secretos"? Caso não lembre, leia novamente. Caso não leu, vá ler. Caso não queira ler, continue e não entenda. O caso é que a resposta chegou por depoimento e... foi negativa.

Simplestmente: "NÃO"

Devo chorar por isso? Tá brincando, né? Mas rapaz, eu nem tenho tempo pra isso. Aliás, eu penso que "chorar" é algo que a pessoa faz quando não sabe o que fazer (ou quando sente intensa dor física, lógico). Talvez eu ainda não tenha digerido a resposta, não sei. O fato é que agora sinto um alívio. Não existe mais o peso da dúvida e reina em mim uma estranha sensação de "dever cumprido". Em meio a toda essa loucura, receber essa resposta foi engraçado. Eu espero a mesma há 3 anos.

Vou desabafar um pouco agora: eu não sabia que essa vida de adulto fosse tão difícil. Pena que a gente só descobre vivenciando. Como diria um conhecido meu,"a gente tá na vida é pra viver!" Quem não está preparado que se afoga. Quem está, nada até encontrar terra firme e espera a nova enchente pra recomeçar a nadar, um círculo vicioso.

Enfim, é isso que eu vim dizer hoje. Não estou feliz, mas também não estou totalmente triste, acho que estou aprendendo a nadar.

O que acharam da arte da foto? E da frase
inicial? E do trailer do Resident Evil 5 no canto superior direito? Comentem!

Abraço a todos que me visitam.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Paralelamente, uma poesia

A Espera do Eterno

Acreditar no incerto
A leveza de um sonho
A imutabilidade de um sentimento
Fazem-me possibilitar o impossível.

A presença da distância
O abismo da proximidade
A clareza do invisível
Fazem-me crer no inexistente.

A sonoridade de um olhar
O cheiro de um sorriso
O semblante de um gesto
Fazem-me bem e mal.

O gosto que não foi provado
O abraço que não foi tocado
A resposta da pergunta que não houve
Fazem-me acreditar no desconhecido.

Mas se a espera do eterno
For um tempo que já passou,
O destino de um sonho
Pode estar sendo escrito...

Rôney Andrade, 2005.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Vida Cigana...

Quem sabe o que a vida nos reserva?

Mistério... a única certeza de que temos na vida é que um dia vamos morrer. De resto, tudo é absoluto mistério. Só temos que estar preparados para qualquer coisa que venha (o que é impossível...).

Ao contrário do que você possa estar pensando (ou não), não vou dizer exatamente sobre o que eu costumo dizer por aqui. Vou contar um pouco sobre a minha vida, em um ponto específico, para introduzir o que eu realmente vou dizer.

Tudo começou quando eu nasci... ok, é brincadeira. Vou falar sério agora.

Um caso comum em toda a minha vida foi o fato de eu estar sempre me mudando, de um lugar para o outro. Só pra se ter uma idéia, eu só fui completar 1 ano na mesma escola à partir da 6ª série. Eu passava por 3 escolas diferentes a cada ano, em média.

Isso é muito pior do que parece, pois pode ter marcado em mim uma certa característica de frieza e dificuldade de me apegar às pessoas. O motivo? Eu simplesmente não podia me apegar a ninguém, pois eu iria inevitavelmente me mudar e deixar tudo pra trás.

Não pense que eu sofria por isso. Era natural. Eu ia embora e não sentia falta das pessoas. Era uma época em que eu era muito apegado aos meus primos, afinal, não importava onde eu estava, a família não fugia e nem perdia o contato. Não pense ainda que eu tive uma infância solitária por conta disso. Longe disso! Sempre me dei bem com os colegas de rua e de escola. Aprontei razoavelmente bem quando "moleque" (eu odeio essa palavra, não vou mais usá-la). Uma infância sadia, apesar de tudo.

Lembro-me da primeira vez que ouvi um menino dizendo "ele é meu melhor amigo". Claro, ele não se referia a mim. Mas aquelas palavras ecoaram forte na minha jovem cabeça. Foi quando eu me dei conta de que eu não tinha um melhor amigo, e talvez nem pudesse ter, com essa vida de cigano que eu levava.

Depois da 6ª série do Ensino Fundamental, a minha vida se estabilizou e eu finalmente criei raízes em um só lugar. Com isso, eu pude finalmente ter o meu melhor amigo. Hoje ele não mora mais por aqui, mas ainda mantemos um certo contato. Finalmente, fui criando amigos de verdade. Achei pessoas maravilhosas! Tive uma adolescência saudável e estável, até que eu terminei o Ensino Médio e comecei a trabalhar... à partir daí, veio outra época de instabilidade que se segue até os dias atuais.

Minha mãe conheceu um cara, foi morar com ele e levou a minha irmã mais nova. O meu irmão do meio ficou morando com o pai dele e eu fiquei sozinho morando com a minha avó, em uma casa separada dentro do terreno dela. Foi quando, pela primeira na vida, eu tive depressão.

Mas as coisas começaram a dar errado de todos os lados. Como eu estava sozinho em uma casa, um tio salafrário e aproveitador veio pedir abrigo a minha avó, mãe dele (isso não é tão óbvio...). Perdi metade da minha casinha e o lote ficou com três pequenas casas. Claro que eu fui quem ficou na menor parte. Minha mãe brigou com o tal parceiro e teve que voltar pra casa, mas não tinha mais espaço pra ela (lembra do tio safado?) e teve que pagar um aluguel. Foi quando eu resolvi sair para que a minha ficasse no meu lugar com a minha irmãzinha, já que eu tinha mais condições de pagar um aluguel do que ela. Eu tinha combinado com um amigo do trabalho que também estava saindo de casa para dividirmos as despesas de um lugar, pra não ficar pesado. Mas na última hora, ele pulou fora e eu tive que segurar a barra sozinho. Então, como se já não fosse o bastante, o pai do meio irmão do meio veio dizer a minha mãe que está "devolvendo" o filho, pois não o suportava mais. "Se ele não acabar me matando, eu mato ele"- disse o pai do garoto, revoltado. Acontece que o diabo do menino é realmente difícil de lidar (atualmente, é usuário de drogas). Pouco tempo após jogar o menino de volta nos braços da mãe, morre em um acidente de moto. Pronto! Agora não tem mais onde deixar o peste. Tem que ficar com a mãe, que já não tinha nem onde morar direito. Neste mesmo momento, a barra começou a pesar muito e eu não estava dando conta de me sustentar sozinho e ainda por cima pagar aluguel (o salário é baixinho). Foi quando, mais uma vez, eu me mudei... desta vez pra casa da minha tia. Mas eu não tinha me adaptado muito bem. Neste meio tempo, a minha avó se relaciona com um homossexual pedófilo e vai viajar para o Maranhão com ele, com medo de perdê-lo. Foi a chance que eu tive de voltar para a minha casa... ou quase isso. Minha mãe acabou ficando um tempo morando comigo na casa da minha avó, onde eu - até agora - estou dormindo na sala. Não tenho mais quarto e nem privacidade. Tudo piorou quando, recentemente, a minha avó regressou do Maranhão. Sozinha. Rapidamente, ficou desesperada com a falta do parceiro (que ficou por lá) e começou a se revoltar com todos ao redor.

Situação atual: Eu incomodo a todos, mesmo sem fazer nada. Durmo o dia inteiro. Trabalho a noite inteira. Só fico no computador com fones de ouvido e esqueço o mundo. Mesmo assim, incomodo. Ela (a minha avó) liga tudo à falta do maldito parceiro. Ninguém pode mais acalentá-la, ninguém mais é companhia pra ela. Até que ela liga pra ele, implorando para que volte pra casa. E, pela atitude dela, deduz-se perfeitamente as imposições do infeliz ordinário. Quando ele chegar, não quer me ver mais por aqui. Nem a minha mãe. Não gosta da gente por sabermos a verdade sobre a vida dele e morre de ódio disso. Resumindo, não nos quer por aqui. E é aí que vovó entra. Quer que minha mãe saia daqui. Quer que EU pague um aluguel pra nós. Quer que abdiquemos da casa que NÓS ajudamos a construir. E não manda embora o intruso tio safado que só veio de penetra pra estragar a nossa vida, pois ele sim, tem condições para morar em outro lugar, pagando aluguel ou comprando uma casa (poderia começar vendendo um dos dois carros dele, aquele folgado). É uma situação em tanto, não? E se eu disser que o tal parceiro ainda vem trazendo um namorad... um amigo do Maranhão pra viver aqui, você acredita? Pois eu, sim.

Agora eu pergunto: Como você, que está lendo isso agora, acha que eu e minha mãe estamos? Por incrível que pareça, calmíssimos.

Sim, pra que ficar preocupado? O que vai resolver ficar nervoso? Só temos uma convicção. Não deixamos esta casa vazia de jeito nenhum! Nem que moremos na garagem, não sairemos daqui. Mas a minha mãe arranjou uma solução temporária, ao menos pra mim.

Tem um vizinho que fica exatamente atrás da nossa casa que é amigo da minha mãe há um bom tempo. Eu nunca o tinha visto na vida, mas ele aluga uma parte da casa dele e cede um quarto vazio para que eu possa ficar temporariamente, sem que precise pagar. Pode ser que eu já esteja lá na outra casa quando eu fizer o próximo post. Eu, sinceramente, gostei. Apesar de eu não o conhecer, parece uma boa pessoa. Além de que ele trabalha o dia inteiro e só chega à noite. E eu trabalho a noite. Mal vamos nos ver. E eu vou ter um quarto, depois de tanto tempo... Minha mãe, por enquanto, vai ficar onde está: morando com os outros dois filhos em um cubículo de dois cômodos.

O que será que vai acontecer no próximo capítulo da minha vida?

Não perca! No próximo post, "A Resposta".

Até mais ver. (não entendo esta expressão, mas acho legal)

(Gostou da figura da cigana que eu editei? Comente.)

terça-feira, 20 de maio de 2008

Depoimentos secretos

O obscuro mundo dos depoimentos secretos...

Quem tem uma conta no orkut, levante a mão!

\o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ (...)

Considerando que todos que lêem este blog têm uma conta no orkut, vou discutir um assunto, digamos, interessante...

Primeiro, vamos desmistificar o conceito de que a pessoa "tem um orkut"... a única pessoa que pode dizer que tem um orkut é o Ilustríssimo senhor Orkut Buyukkokten, o criador do site (atual Gerente de Projetos da Google). Mas não é dele que vou falar agora. Vou falar (ou escrever) sobre sua valiosa criação.

Todos sabem que a maioria esmagadora de usuários do orkut é formada por brasileiros (mais de 55%). Mas o que nem todos sabem é que o orkut não é tão público quanto parece.

Antigamente, era fácil ter discrição no orkut. Afinal, só podia ver o seu perfil quem também tivesse uma conta no orkut, o que deixava as coisas mais equilibradas. Se a pessoa olha o seu perfil, você também pode olhar o dela. Nada mais justo. Porém, não passou muito tempo e essa lógica deixou de ser tão óbvia assim com a avalanche de "fakes" (usuário falsos que omitem a verdadeira identidade) que apareceram, tornando tudo muito mais injusto do que deveria ser.

Hoje o orkut é tão popular que é difícil você encontrar alguém que não tenha um perfil nele. E muitos não se contentam com um só perfil, mesmo sendo uma pessoa só (siameses não estão inclusos no exemplo). E se todo mundo tem uma conta no orkut, considerando que vários são fakes, tudo o que você coloca sobre si mesmo fica à mostra para qualquer um que queira saber seus dados e sobre sua vida e seus amigos (é só dá uma lida no perfil e ver as comunidades). Com o tempo, o orkut tem ganhado mais privacidade, como o bloqueio de fotos e de recados (scraps) para outros usuários que não estejam na sua lista de amigos, mas poucos usam este recurso.

Nem todo mundo tem MSN, mas todos têm um perfil no orkut. Logo, é no orkut que você vai manter contato com todos. Pra falar a verdade, é isso o que eu acho mais interessante no orkut: se você que tem um amigo adicionado no orkut, só vai perder o contato com ele se o mesmo remover a conta do orkut. Voltando ao MSN, às vezes você quer dizer algo pra uma certa pessoa e não quer que outras certas pessoas vejam. No MSN você simplesmente pergunta: "Tem alguém aí perto de você?". Mas no orkut isso não é possível via scrap, pois um monte de gente vai ver o que você escreveu antes que o destinatário ocasionalmente remova o comentário. Muitos casais já brigaram e até terminaram o relacionamento só por causa de scraps mal-explicados no perfil do(a) parceiro(a) . Muitas pessoas hoje removem os comentários após lê-los, por conta de brigas e controvérsias causados por simples scraps. Quantas vezes você já viu a clichê frase "Recados lidos, respondidos e apagados"? Pode acreditar que essas pessoas já tiveram problemas por causa de recados no orkut.

"Então, como posso manter a discrição?"

A resposta é muito simples: NÃO COLOQUE A SUA VIDA EM UMA VITRINE! De que adianta você colocar que mora em Zimbábue, na Cidade Fantasma se você tem uma comunidade chamada "Eu moro no Guará I - DF"? De que adianta você colocar "Heterossexual" no seu perfil se você está em 5 comunidades da Madonna e mais 3 da Britney Spears? Enfim, esses são só alguns casos que acontecem direto. Deixe tudo às claras ou tenha mais cautela. E, finalmente, escreva o que quer que ninguém mais veja em Depoimentos!

Demorei pra caralho só pra chegar onde eu queria, mas agora vamos em frente...

Os depoimentos nada mais são do que declarações que se faz para algumas pessoas. Mas essa declaração precisa da autorização do destinatário para ser publicada e todos possam ver. E é justamente aí que mora o segredo (para alguns, pois a maioria sabe disso). Você pode mandar recados via Depoimentos que serão apagados sem deixar vestígios. Somente o(a) dono(a) do perfil poderá ler. E ele(a) pode apagar sem que os outros usuários nem desconfiem o que está acontecendo. "Tá, e o que isso tem demais?" Tudo! É um novo mundo que se abre no orkut. Uma parte do orkut que só pode ser compartilhada entre dois usuários. Secreto e irresistível, esse mundo vem ganhando mais e mais força. Quer perguntar o telefone de alguém e não quer que os outros vejam? Pergunte por depoimento que a pessoa provavelmente irá lhe responder pelo mesmo meio. Quer convidar alguém pra sair? Depoimento... Quer fazer uma declaração de amor? Adivinha só? E é tudo sem compromisso, pois você nem precisa pegar o MSN da pessoa para tal feito.

Você, que está lendo isto agora, pode dizer: "! Mas existem várias formas de fazer isso... as Mensagens do orkut também são privadas... além do próprio e-mail da pessoa..."
Resposta: Ninguém mais vê aquele campo de mensagens ("que campo é esse mesmo? Ah é! É aquele que as pessoas convidam pra participar de comunidades...")... e, pra falar a verdade, o e-mail quase não é mais utilizado para os fins supracitados. Além de que não tem a magia que o orkut proporciona.

Muitas vezes me comuniquei através dos depoimentos. É emocionante e divertido! Se você não acha, é porque nunca recebeu um senhor depoimento secreto... daqueles que você quase cai pra trás. Eu mesmo, neste momento, estou esperando ansiosamente por um depoimento de alguém muito especial. Um depoimento em resposta ao depoimento que eu fiz. Só me falta roer as unhas dos pés, pois as das mãos já acabaram...

Se você for esperto(a), já deve ter ligado os fatos. Se não for... lamento, não vou explicar.

Só quis escrever exatamente neste momento, enquanto me sinto eufórico e ansioso, pra não perder o pique caso a resposta não seja positiva. Bom, é isso.

O que achou da roupagem que eu dei para o logotipo do orkut? Estou trabalhando e aprendendo aos poucos sobre edição de imagens. Quando eu fizer uma realmente boa, eu coloco aqui no blog.

Abraço e sorte a todos! Espero que estejam gostando do blog, pois eu faço com muito carinho.

Ah... e mais uma coisinha:

Comentem , pelo amor de Deus!

domingo, 18 de maio de 2008

Amor (palavra forte, não?)

É difícil falar de amor sem ser piegas, mas vou tentar:

Eu só amei de verdade (de amante, não de amizade) duas vezes na minha vida. Ambas as vezes foram no colégio. 7º série do Ensino Fundamental e 3º ano do Ensino Médio.

O que essas duas pessoas tinham em comum?
Nada... logo, nada de "padrões", ok?

"O amor é Eterno. Se acabou, é porque não era amor."
Nelson Rodrigues

Será mesmo? Bem, as pessoas podem achar que não porque achavam que estava com "a pessoa" da vida delas e que nunca mais encontraria outra e, de repente, a tal pessoa não significa mais nada na sua vida. Estas mesmas pessoas costumam confundir Amor e Paixão, que são coisas absolutamente diferentes, mas que devem andar juntas para uma harmoniosa relação duradoura (e rara...).

Mas vamos* falar de mim, afinal, foi pra isso que eu criei este blog.

Acontecimentos recentes mostram que essa frase é verdadeira. Por exemplo: fiquei nervoso ao ver a minha amada (da 7º série! Há 8 anos atrás!) na parada, esperando o ônibus. Acho que ela não me reconheceu, mas eu não tive coragem de falar com ela. Fiquei com medo, meu coração acelerou, me senti inquieto e ao mesmo tempo confortável. Já conhece os sintomas, não é? E eu não parava de pensar: "Nossa! Depois de tanto tempo! Eu achei que já tinha superado isso." Superado o quê? Não há nada a superar, você só tem que viver com isso (como se fosse fácil...). Claro que a intensidade não é a mesma da época, mas ela foi a primeira. Vai dizer que você não se lembra do seu primeiro amor?
Na verdade, eu achei a situação engraçada.

Agora vamos consertar as coisas e possíveis mal-entendidos. Eu NÃO cheguei a namorá-la. Nós nem ao menos "ficamos". Sabe por quê? Porque eu demorei demais... ela me esperou mais que o suficiente e acabou se aproximando de outro garoto. Isso depois de eu passar por cima do meu medo e escrever a ela uma carta. Ela me respondeu com outra carta - em formato de coração, pintada com giz de cera vermelho - dizendo que gostava de mim, mas eu me afastava. Ela achava que eu não gostava dela... que agora ela gostava de um garoto da 8ª série... "Quem sabe no futuro?". Essas palavras ficaram ecoando na minha cabeça por dias, até que um dia eu rasguei a carta em fúria e decidi seguir a minha vida. E foi o que eu fiz.

Moral da história?
Arrisque! Se você tem a chance, não desperdice. Sério, a vida é uma só (até onde minha pobre ignorância sabe) e podemos não ter o tempo que precisamos.

O pior é que eu levei isso muito a sério. Depois disso, todos com que eu me afeiçoei ficaram sabendo de meu sentimento para com eles (desta vez, englobando amantes e amigos). Sou corajoso e por certo estúpido algumas vezes, mas não me arrependo de nada - inclusive, penso que "arrependimento" é algo totalmente inútil. Prossigamos: isso já me causou problemas, pois meu segundo amor ficou sabendo através de uma carta (eu e minhas cartas...) que eu estava, digamos, "afim". Isso mesmo! Eu não disse que estava apaixonado depois de ter aprendido a lição. Não digo mesmo! Posso estar morrendo de amor, só deixo a pessoa saber se eu ver que não tem jeito ou que é recíproco. Se tem uma coisa que eu aprendi da natureza humana é que as pessoas pisam naquelas que a amam. Claro que existem poucas exceções, mas não é bom arriscar. Não podemos evitar, somos humanos. Voltando ao meu segundo amor (3º ano, caso não se lembre): já estava no fim do ano e não aconteceu nada. Apenas conversamos um pouco e logo perdemos o contato

Qual a diferença entre os dois casos? A diferença é que não teve um ponto final no segundo caso (pode olhar, eu não esqueci de colocar o ponto final no parágrafo acima, foi de propósito). Isso me fez pensar que ainda tenho chance (ou não). De qualquer forma, é uma história inacabada. Eu sinceramente preferiria levar um "NÃO" do que ficar na dúvida. Eu sou forte. Se levo um "Não" verdadeiro e definitivo, logo desencano da pessoa. Mas a dúvida é foda!

De repente eu penso: "Será que não está no orkut? Todo o Brasil está no orkut, não é possível." E não é que eu achei!

EU ACHEI!

Não é o máximo? Bem, ainda me falta dizer o que eu (ainda) sinto. Mas, pra ser sincero... tenho medo de perder pra sempre esta pessoa. Eu tenho tanta afeição por esta que me magoaria perder ao menos a sua amizade. É muito mais sentimental do que carnal. É simplesmente... amor.


Bom, por hoje é só! Se acontecer algo, prometo que escrevo aqui.
Até mais!

*Como eu me refiro a mim mesmo na primeira pessoa do plural? Mas em outro dia eu volto com minhas loucuras e o Português...

domingo, 11 de maio de 2008

Surpresa!

Já tentou fazer uma surpresa a alguém?

É uma pena que a vida não seja como nos filmes, às vezes...
Digo, na vida real, as coisas são "um pouquinho" diferentes.

Por onde eu começo? Já sei: Minha depressão sexual já passou! (que alívio!)

Então, pra comemorar, resolvi sair de casa para visitar alguém que não vejo há um tempo. É claro que eu não esperava que a pessoa estivesse disponível no momento em que eu quisesse, mas eu queria que ela fosse um pouco mais receptiva. =(

Bem, o caso é que eu fui com a cara e a coragem e, claro, liguei primeiro. Ela disse que não estava em casa, que estava comprando um presente pra sua mãe. Que quando chegasse me ligaria. Mas isso não ocorreu.

Eu fui quem liguei, quando já estava chegando (afinal, o metrô não ia esperar até mais tarde). Ela disse apenas que ia chegar mais tarde. Então eu disse - percebendo o seu desconforto - que não tinha problema se não pudesse, que eu iria para a casa do meu primo. Ela disse que podia ser então, se não tivesse problema pra mim, que nos encontrássemos no próximo dia... hoje... Domingo Das Mães... mas tinha problema! Por que eu não disse? Era egoísmo demais da minha parte querer que ela se desfizesse de alguns compromissos por minha causa? Ou era pedir demais, já que não namoramos? Foram essas coisas que eu pensei, por isso não disse.

Mas eu fiquei mais de uma hora na parada esperando passar um ônibus para ir para a casa do meu primo, já que eu nem sabia como voltar pra casa de onde eu estava (peguei uma condução e um metrô pra chegar lá). Enquanto eu esperava na parada, eu não parava de pensar. Fiz algumas ligações... ninguém atendeu, de lugar nenhum... senti vontade de chorar, mas não o fiz. De repente eu me senti vazio e invisível.

As pessoas vinham à parada, saiam após alguns minutos e eu voltava a ficar só. Até que um ônibus finalmente passou. Nesse meio tempo, liguei para um amigo que estava próximo, mas ele não estava em casa. Mas ele se sentiu mal por isso, afinal, não era culpa dele. Não era culpa de ninguém. It's only fate...

Bom, tudo foi bem na casa do meu primo. Assisti um filme antes de dormir. Mas, no outro dia, não senti vontade de ir. Não por querer dar o troco, mas porque eu realmente iria só por ir, ao contrário de ontem. Ontem eu queria estar lá com ela, ver o filme com ela, acariciá-la, beijá-la, ocasionalmente fazer amor com ela e dormirmos juntos, mas foi tudo por água abaixo.

Não fui.

Não chegou ao ponto de eu voltar ao estado de "depressão sexual", mas foi triste.

Enfim, aqui estamos. Tomara que o próximo post seja um pouco mais divertido.

Surpresa!...

terça-feira, 29 de abril de 2008

Depressão sexual



História engraçada. Não sei se o termo existe, mas é o que mais expressa o que eu venho sentindo nas últimas semanas.
Na minha livre denominação, o termo significa um mal-estar sexual. Resolvi escrever por um motivo que não sei se devo revelar... continue lendo e talvez até lá eu conte...

Não me sinto sexualmente ativo, não sinto atração por outrém e penso cada vez menos "naquilo".

Estaria eu me tornando um assexuado? Será que um dia o meu 100% volte à tona com o vigor que costumava ter? Perguntas ao vento e respostas ao tempo...

Há poucos dias, fiz uma pequena enquete perguntando a alguns colegas o quanto eles se sentiam "sexuados", numa escala de 0 a 100. O interessante foi perceber que os valores não eram inferiores a 90 e o susto que levaram quando eu disse que me sentia apenas 40% sexuado. Neste momento, viram que eu estava falando sério e entenderam quando eu disse que estava com "Depressão sexual".

Não sei o que vão pensar de mim ao ler isso, mas foda-se! Foda-se e foda-se! Me deu vontade de escrever e estou escrevendo, mais ainda porque é pra isso que serve a porcaria do meu blog.

Bem, voltando: estou até bem melhor agora. Já estou começando a olhar alguém com um certo interesse e isso é um grande progresso, creio eu.

Eu deveria procurar um especialista ou esperar sentado o problema passar? Ou deveria entrar num desses sites "adultos" pra ver se disperto algum interesse? Ou será que devo entrar num desses "chat sexy"?

De acordo com meus cálculos: nenhuma das alternativas. Conforme a minha auto-análise, o que devo fazer é só me interessar por quem eu me interessar... dããã... eu explico:

Já percebi que esse lance de "ficar por ficar" não é comigo. Mesmo que seja bom, só vale ficar se houver o mínimo de interesse de ambas as partes. Tudo é muito óbvio na teoria, mas na prática a história é outra. Constantemente na vida você se vê ficando com alguém com que não tem um pingo de interesse, e mesmo assim fica. E mesmo que você diga a si mesmo "Mas comigo isso não acontece! Eu SEMPRE fico com pessoas de meu agrado..."

É mesmo? Que MENTIRA!!!!!!!

É realmente engraçado ver as pessoas mentirem pra si mesmas em diversos assuntos, para que assim possam mascarar a realidade inútil em que vivem. Voltando ao assunto... você fatalmente será reincidente ficando com pessoas que não lhe agradam em nenhum aspecto. E felizes daqueles que têm a dignidade de assumir isso.

Bem, já que fui até aqui, vou contar porque estou escrevendo sobre esse assunto:
1- Porque eu devo escrever no momento em que ainda sinto a tal da "depressão sexual";
2- Tenho que aproveitar, pois já estou bem melhor agora (por volta de 75%);
3- Porque já fazem duas semanas que eu não atualizo o blog;
4- Porque eu estava esperando um download e não tinha nada pra fazer...

No fundo, eu estou com medo de me relacionar com alguém. Medo de me apaixonar, de que alguém se apaixone por mim, de ser a pessoa certa, de não conseguir ser bom companheiro. Medo.

Na verdade, só de me prestar a escrever esta baboseira já me fez melhor. O que eu preciso mesmo é me permitir sentir, mesmo com as inevitáveis consequências. Me permitir voltar a sonhar, me permitir amar, me permitir sorrir.

Bem, obrigado. Isso foi de grande ajuda.

Obrigado pela atenção,
Rôney Andrade.