domingo, 18 de maio de 2008

Amor (palavra forte, não?)

É difícil falar de amor sem ser piegas, mas vou tentar:

Eu só amei de verdade (de amante, não de amizade) duas vezes na minha vida. Ambas as vezes foram no colégio. 7º série do Ensino Fundamental e 3º ano do Ensino Médio.

O que essas duas pessoas tinham em comum?
Nada... logo, nada de "padrões", ok?

"O amor é Eterno. Se acabou, é porque não era amor."
Nelson Rodrigues

Será mesmo? Bem, as pessoas podem achar que não porque achavam que estava com "a pessoa" da vida delas e que nunca mais encontraria outra e, de repente, a tal pessoa não significa mais nada na sua vida. Estas mesmas pessoas costumam confundir Amor e Paixão, que são coisas absolutamente diferentes, mas que devem andar juntas para uma harmoniosa relação duradoura (e rara...).

Mas vamos* falar de mim, afinal, foi pra isso que eu criei este blog.

Acontecimentos recentes mostram que essa frase é verdadeira. Por exemplo: fiquei nervoso ao ver a minha amada (da 7º série! Há 8 anos atrás!) na parada, esperando o ônibus. Acho que ela não me reconheceu, mas eu não tive coragem de falar com ela. Fiquei com medo, meu coração acelerou, me senti inquieto e ao mesmo tempo confortável. Já conhece os sintomas, não é? E eu não parava de pensar: "Nossa! Depois de tanto tempo! Eu achei que já tinha superado isso." Superado o quê? Não há nada a superar, você só tem que viver com isso (como se fosse fácil...). Claro que a intensidade não é a mesma da época, mas ela foi a primeira. Vai dizer que você não se lembra do seu primeiro amor?
Na verdade, eu achei a situação engraçada.

Agora vamos consertar as coisas e possíveis mal-entendidos. Eu NÃO cheguei a namorá-la. Nós nem ao menos "ficamos". Sabe por quê? Porque eu demorei demais... ela me esperou mais que o suficiente e acabou se aproximando de outro garoto. Isso depois de eu passar por cima do meu medo e escrever a ela uma carta. Ela me respondeu com outra carta - em formato de coração, pintada com giz de cera vermelho - dizendo que gostava de mim, mas eu me afastava. Ela achava que eu não gostava dela... que agora ela gostava de um garoto da 8ª série... "Quem sabe no futuro?". Essas palavras ficaram ecoando na minha cabeça por dias, até que um dia eu rasguei a carta em fúria e decidi seguir a minha vida. E foi o que eu fiz.

Moral da história?
Arrisque! Se você tem a chance, não desperdice. Sério, a vida é uma só (até onde minha pobre ignorância sabe) e podemos não ter o tempo que precisamos.

O pior é que eu levei isso muito a sério. Depois disso, todos com que eu me afeiçoei ficaram sabendo de meu sentimento para com eles (desta vez, englobando amantes e amigos). Sou corajoso e por certo estúpido algumas vezes, mas não me arrependo de nada - inclusive, penso que "arrependimento" é algo totalmente inútil. Prossigamos: isso já me causou problemas, pois meu segundo amor ficou sabendo através de uma carta (eu e minhas cartas...) que eu estava, digamos, "afim". Isso mesmo! Eu não disse que estava apaixonado depois de ter aprendido a lição. Não digo mesmo! Posso estar morrendo de amor, só deixo a pessoa saber se eu ver que não tem jeito ou que é recíproco. Se tem uma coisa que eu aprendi da natureza humana é que as pessoas pisam naquelas que a amam. Claro que existem poucas exceções, mas não é bom arriscar. Não podemos evitar, somos humanos. Voltando ao meu segundo amor (3º ano, caso não se lembre): já estava no fim do ano e não aconteceu nada. Apenas conversamos um pouco e logo perdemos o contato

Qual a diferença entre os dois casos? A diferença é que não teve um ponto final no segundo caso (pode olhar, eu não esqueci de colocar o ponto final no parágrafo acima, foi de propósito). Isso me fez pensar que ainda tenho chance (ou não). De qualquer forma, é uma história inacabada. Eu sinceramente preferiria levar um "NÃO" do que ficar na dúvida. Eu sou forte. Se levo um "Não" verdadeiro e definitivo, logo desencano da pessoa. Mas a dúvida é foda!

De repente eu penso: "Será que não está no orkut? Todo o Brasil está no orkut, não é possível." E não é que eu achei!

EU ACHEI!

Não é o máximo? Bem, ainda me falta dizer o que eu (ainda) sinto. Mas, pra ser sincero... tenho medo de perder pra sempre esta pessoa. Eu tenho tanta afeição por esta que me magoaria perder ao menos a sua amizade. É muito mais sentimental do que carnal. É simplesmente... amor.


Bom, por hoje é só! Se acontecer algo, prometo que escrevo aqui.
Até mais!

*Como eu me refiro a mim mesmo na primeira pessoa do plural? Mas em outro dia eu volto com minhas loucuras e o Português...

Um comentário:

Lua disse...

Falei que iria comentar e vou, não simplesmente porque falei que iria, mas porque gostei do tema, amor. Às vezes me pergunto se o que senti por aquele rapaz que você já deve ter cansado os ouvidos de tanto que eu falava dele, realmente me amou, se o que eu sentia era amor. Sinceramente não sei, o amor é algo indecifrável para mim, às vezes penso que amei, porque quando ele estava longe chega me doía, quando estava triste também doía em mim, agora que estou sem ele continuo sentindo a mesma coisa, é uma solidão sem fim, mas como ele já está bem e com outra me pergunto? Quem será que realmente amou? Eu que ainda não o esqueci, ou ele que já me dispersou? Estranho...