segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Like the moon...


Ciclos

O silêncio me perfura
O vento me queima
E a escuridão me machuca.

Não ouça o que digo
Não leia o que escrevo
Não entenda meu semblante
Apenas me sinta.

Deixe-me ser o tempo que cura
Deixe de ser o medo de magoar
Deixe o som entrar
E me deixe sorrir pra você.

Pode ser e pode não ser...

A água continua a escorrer,
O vento continua a soprar
E eu continuo a me perder.

É assim quando o mundo se cala,
Pensamentos se curvam
E tudo se torna você...

Rôney Andrade.
24/01/11, às 17:03

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Mais um momento poético


O corajoso hesitante


É difícil, é possível e é complicado
Até uma alma corajosa hesita
Uma frase e um sono perdido
Uma pergunta não feita e uma luz que se acende.

Há uma linha de espessura variável
Que delimita o pensar e fazer
Essa linha pode passar despercebida
O pior é ficar preso nesse tempo.

A garganta resseca
Quanta água seria necessária?
Quão mais eu preciso beber?

Até um cão com sonhos simples
Pode realizar os desejos dele
E não saber o que fazer logo em seguida.

Nos punimos e nem sabemos o motivo
Somos punidos por dizer ou não o que pensamos
A punição é bem real no imaginário
O corpo sofre as consequências.

Como posso ser tão petulante?
Há coisas que não há como determinar
A incerteza é a emoção mais humana
E o que torna tudo tão belo e trágico.

Não se preocupe, não é nada.
Meu coração apenas acelerou,
Minha mão só está um pouco suada,
Gaguejei de nervoso... mas está tudo bem.

A peça nunca sai do mesmo jeito que ensaiamos
No teatro da vida precisamos improvisar
O texto pode ser apenas uma referência
Esquecer pode ser tão importante quanto lembrar...

Rôney Andrade.
11/01/11, às 23:30.