quinta-feira, 22 de maio de 2008

Vida Cigana...

Quem sabe o que a vida nos reserva?

Mistério... a única certeza de que temos na vida é que um dia vamos morrer. De resto, tudo é absoluto mistério. Só temos que estar preparados para qualquer coisa que venha (o que é impossível...).

Ao contrário do que você possa estar pensando (ou não), não vou dizer exatamente sobre o que eu costumo dizer por aqui. Vou contar um pouco sobre a minha vida, em um ponto específico, para introduzir o que eu realmente vou dizer.

Tudo começou quando eu nasci... ok, é brincadeira. Vou falar sério agora.

Um caso comum em toda a minha vida foi o fato de eu estar sempre me mudando, de um lugar para o outro. Só pra se ter uma idéia, eu só fui completar 1 ano na mesma escola à partir da 6ª série. Eu passava por 3 escolas diferentes a cada ano, em média.

Isso é muito pior do que parece, pois pode ter marcado em mim uma certa característica de frieza e dificuldade de me apegar às pessoas. O motivo? Eu simplesmente não podia me apegar a ninguém, pois eu iria inevitavelmente me mudar e deixar tudo pra trás.

Não pense que eu sofria por isso. Era natural. Eu ia embora e não sentia falta das pessoas. Era uma época em que eu era muito apegado aos meus primos, afinal, não importava onde eu estava, a família não fugia e nem perdia o contato. Não pense ainda que eu tive uma infância solitária por conta disso. Longe disso! Sempre me dei bem com os colegas de rua e de escola. Aprontei razoavelmente bem quando "moleque" (eu odeio essa palavra, não vou mais usá-la). Uma infância sadia, apesar de tudo.

Lembro-me da primeira vez que ouvi um menino dizendo "ele é meu melhor amigo". Claro, ele não se referia a mim. Mas aquelas palavras ecoaram forte na minha jovem cabeça. Foi quando eu me dei conta de que eu não tinha um melhor amigo, e talvez nem pudesse ter, com essa vida de cigano que eu levava.

Depois da 6ª série do Ensino Fundamental, a minha vida se estabilizou e eu finalmente criei raízes em um só lugar. Com isso, eu pude finalmente ter o meu melhor amigo. Hoje ele não mora mais por aqui, mas ainda mantemos um certo contato. Finalmente, fui criando amigos de verdade. Achei pessoas maravilhosas! Tive uma adolescência saudável e estável, até que eu terminei o Ensino Médio e comecei a trabalhar... à partir daí, veio outra época de instabilidade que se segue até os dias atuais.

Minha mãe conheceu um cara, foi morar com ele e levou a minha irmã mais nova. O meu irmão do meio ficou morando com o pai dele e eu fiquei sozinho morando com a minha avó, em uma casa separada dentro do terreno dela. Foi quando, pela primeira na vida, eu tive depressão.

Mas as coisas começaram a dar errado de todos os lados. Como eu estava sozinho em uma casa, um tio salafrário e aproveitador veio pedir abrigo a minha avó, mãe dele (isso não é tão óbvio...). Perdi metade da minha casinha e o lote ficou com três pequenas casas. Claro que eu fui quem ficou na menor parte. Minha mãe brigou com o tal parceiro e teve que voltar pra casa, mas não tinha mais espaço pra ela (lembra do tio safado?) e teve que pagar um aluguel. Foi quando eu resolvi sair para que a minha ficasse no meu lugar com a minha irmãzinha, já que eu tinha mais condições de pagar um aluguel do que ela. Eu tinha combinado com um amigo do trabalho que também estava saindo de casa para dividirmos as despesas de um lugar, pra não ficar pesado. Mas na última hora, ele pulou fora e eu tive que segurar a barra sozinho. Então, como se já não fosse o bastante, o pai do meio irmão do meio veio dizer a minha mãe que está "devolvendo" o filho, pois não o suportava mais. "Se ele não acabar me matando, eu mato ele"- disse o pai do garoto, revoltado. Acontece que o diabo do menino é realmente difícil de lidar (atualmente, é usuário de drogas). Pouco tempo após jogar o menino de volta nos braços da mãe, morre em um acidente de moto. Pronto! Agora não tem mais onde deixar o peste. Tem que ficar com a mãe, que já não tinha nem onde morar direito. Neste mesmo momento, a barra começou a pesar muito e eu não estava dando conta de me sustentar sozinho e ainda por cima pagar aluguel (o salário é baixinho). Foi quando, mais uma vez, eu me mudei... desta vez pra casa da minha tia. Mas eu não tinha me adaptado muito bem. Neste meio tempo, a minha avó se relaciona com um homossexual pedófilo e vai viajar para o Maranhão com ele, com medo de perdê-lo. Foi a chance que eu tive de voltar para a minha casa... ou quase isso. Minha mãe acabou ficando um tempo morando comigo na casa da minha avó, onde eu - até agora - estou dormindo na sala. Não tenho mais quarto e nem privacidade. Tudo piorou quando, recentemente, a minha avó regressou do Maranhão. Sozinha. Rapidamente, ficou desesperada com a falta do parceiro (que ficou por lá) e começou a se revoltar com todos ao redor.

Situação atual: Eu incomodo a todos, mesmo sem fazer nada. Durmo o dia inteiro. Trabalho a noite inteira. Só fico no computador com fones de ouvido e esqueço o mundo. Mesmo assim, incomodo. Ela (a minha avó) liga tudo à falta do maldito parceiro. Ninguém pode mais acalentá-la, ninguém mais é companhia pra ela. Até que ela liga pra ele, implorando para que volte pra casa. E, pela atitude dela, deduz-se perfeitamente as imposições do infeliz ordinário. Quando ele chegar, não quer me ver mais por aqui. Nem a minha mãe. Não gosta da gente por sabermos a verdade sobre a vida dele e morre de ódio disso. Resumindo, não nos quer por aqui. E é aí que vovó entra. Quer que minha mãe saia daqui. Quer que EU pague um aluguel pra nós. Quer que abdiquemos da casa que NÓS ajudamos a construir. E não manda embora o intruso tio safado que só veio de penetra pra estragar a nossa vida, pois ele sim, tem condições para morar em outro lugar, pagando aluguel ou comprando uma casa (poderia começar vendendo um dos dois carros dele, aquele folgado). É uma situação em tanto, não? E se eu disser que o tal parceiro ainda vem trazendo um namorad... um amigo do Maranhão pra viver aqui, você acredita? Pois eu, sim.

Agora eu pergunto: Como você, que está lendo isso agora, acha que eu e minha mãe estamos? Por incrível que pareça, calmíssimos.

Sim, pra que ficar preocupado? O que vai resolver ficar nervoso? Só temos uma convicção. Não deixamos esta casa vazia de jeito nenhum! Nem que moremos na garagem, não sairemos daqui. Mas a minha mãe arranjou uma solução temporária, ao menos pra mim.

Tem um vizinho que fica exatamente atrás da nossa casa que é amigo da minha mãe há um bom tempo. Eu nunca o tinha visto na vida, mas ele aluga uma parte da casa dele e cede um quarto vazio para que eu possa ficar temporariamente, sem que precise pagar. Pode ser que eu já esteja lá na outra casa quando eu fizer o próximo post. Eu, sinceramente, gostei. Apesar de eu não o conhecer, parece uma boa pessoa. Além de que ele trabalha o dia inteiro e só chega à noite. E eu trabalho a noite. Mal vamos nos ver. E eu vou ter um quarto, depois de tanto tempo... Minha mãe, por enquanto, vai ficar onde está: morando com os outros dois filhos em um cubículo de dois cômodos.

O que será que vai acontecer no próximo capítulo da minha vida?

Não perca! No próximo post, "A Resposta".

Até mais ver. (não entendo esta expressão, mas acho legal)

(Gostou da figura da cigana que eu editei? Comente.)

terça-feira, 20 de maio de 2008

Depoimentos secretos

O obscuro mundo dos depoimentos secretos...

Quem tem uma conta no orkut, levante a mão!

\o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ (...)

Considerando que todos que lêem este blog têm uma conta no orkut, vou discutir um assunto, digamos, interessante...

Primeiro, vamos desmistificar o conceito de que a pessoa "tem um orkut"... a única pessoa que pode dizer que tem um orkut é o Ilustríssimo senhor Orkut Buyukkokten, o criador do site (atual Gerente de Projetos da Google). Mas não é dele que vou falar agora. Vou falar (ou escrever) sobre sua valiosa criação.

Todos sabem que a maioria esmagadora de usuários do orkut é formada por brasileiros (mais de 55%). Mas o que nem todos sabem é que o orkut não é tão público quanto parece.

Antigamente, era fácil ter discrição no orkut. Afinal, só podia ver o seu perfil quem também tivesse uma conta no orkut, o que deixava as coisas mais equilibradas. Se a pessoa olha o seu perfil, você também pode olhar o dela. Nada mais justo. Porém, não passou muito tempo e essa lógica deixou de ser tão óbvia assim com a avalanche de "fakes" (usuário falsos que omitem a verdadeira identidade) que apareceram, tornando tudo muito mais injusto do que deveria ser.

Hoje o orkut é tão popular que é difícil você encontrar alguém que não tenha um perfil nele. E muitos não se contentam com um só perfil, mesmo sendo uma pessoa só (siameses não estão inclusos no exemplo). E se todo mundo tem uma conta no orkut, considerando que vários são fakes, tudo o que você coloca sobre si mesmo fica à mostra para qualquer um que queira saber seus dados e sobre sua vida e seus amigos (é só dá uma lida no perfil e ver as comunidades). Com o tempo, o orkut tem ganhado mais privacidade, como o bloqueio de fotos e de recados (scraps) para outros usuários que não estejam na sua lista de amigos, mas poucos usam este recurso.

Nem todo mundo tem MSN, mas todos têm um perfil no orkut. Logo, é no orkut que você vai manter contato com todos. Pra falar a verdade, é isso o que eu acho mais interessante no orkut: se você que tem um amigo adicionado no orkut, só vai perder o contato com ele se o mesmo remover a conta do orkut. Voltando ao MSN, às vezes você quer dizer algo pra uma certa pessoa e não quer que outras certas pessoas vejam. No MSN você simplesmente pergunta: "Tem alguém aí perto de você?". Mas no orkut isso não é possível via scrap, pois um monte de gente vai ver o que você escreveu antes que o destinatário ocasionalmente remova o comentário. Muitos casais já brigaram e até terminaram o relacionamento só por causa de scraps mal-explicados no perfil do(a) parceiro(a) . Muitas pessoas hoje removem os comentários após lê-los, por conta de brigas e controvérsias causados por simples scraps. Quantas vezes você já viu a clichê frase "Recados lidos, respondidos e apagados"? Pode acreditar que essas pessoas já tiveram problemas por causa de recados no orkut.

"Então, como posso manter a discrição?"

A resposta é muito simples: NÃO COLOQUE A SUA VIDA EM UMA VITRINE! De que adianta você colocar que mora em Zimbábue, na Cidade Fantasma se você tem uma comunidade chamada "Eu moro no Guará I - DF"? De que adianta você colocar "Heterossexual" no seu perfil se você está em 5 comunidades da Madonna e mais 3 da Britney Spears? Enfim, esses são só alguns casos que acontecem direto. Deixe tudo às claras ou tenha mais cautela. E, finalmente, escreva o que quer que ninguém mais veja em Depoimentos!

Demorei pra caralho só pra chegar onde eu queria, mas agora vamos em frente...

Os depoimentos nada mais são do que declarações que se faz para algumas pessoas. Mas essa declaração precisa da autorização do destinatário para ser publicada e todos possam ver. E é justamente aí que mora o segredo (para alguns, pois a maioria sabe disso). Você pode mandar recados via Depoimentos que serão apagados sem deixar vestígios. Somente o(a) dono(a) do perfil poderá ler. E ele(a) pode apagar sem que os outros usuários nem desconfiem o que está acontecendo. "Tá, e o que isso tem demais?" Tudo! É um novo mundo que se abre no orkut. Uma parte do orkut que só pode ser compartilhada entre dois usuários. Secreto e irresistível, esse mundo vem ganhando mais e mais força. Quer perguntar o telefone de alguém e não quer que os outros vejam? Pergunte por depoimento que a pessoa provavelmente irá lhe responder pelo mesmo meio. Quer convidar alguém pra sair? Depoimento... Quer fazer uma declaração de amor? Adivinha só? E é tudo sem compromisso, pois você nem precisa pegar o MSN da pessoa para tal feito.

Você, que está lendo isto agora, pode dizer: "! Mas existem várias formas de fazer isso... as Mensagens do orkut também são privadas... além do próprio e-mail da pessoa..."
Resposta: Ninguém mais vê aquele campo de mensagens ("que campo é esse mesmo? Ah é! É aquele que as pessoas convidam pra participar de comunidades...")... e, pra falar a verdade, o e-mail quase não é mais utilizado para os fins supracitados. Além de que não tem a magia que o orkut proporciona.

Muitas vezes me comuniquei através dos depoimentos. É emocionante e divertido! Se você não acha, é porque nunca recebeu um senhor depoimento secreto... daqueles que você quase cai pra trás. Eu mesmo, neste momento, estou esperando ansiosamente por um depoimento de alguém muito especial. Um depoimento em resposta ao depoimento que eu fiz. Só me falta roer as unhas dos pés, pois as das mãos já acabaram...

Se você for esperto(a), já deve ter ligado os fatos. Se não for... lamento, não vou explicar.

Só quis escrever exatamente neste momento, enquanto me sinto eufórico e ansioso, pra não perder o pique caso a resposta não seja positiva. Bom, é isso.

O que achou da roupagem que eu dei para o logotipo do orkut? Estou trabalhando e aprendendo aos poucos sobre edição de imagens. Quando eu fizer uma realmente boa, eu coloco aqui no blog.

Abraço e sorte a todos! Espero que estejam gostando do blog, pois eu faço com muito carinho.

Ah... e mais uma coisinha:

Comentem , pelo amor de Deus!

domingo, 18 de maio de 2008

Amor (palavra forte, não?)

É difícil falar de amor sem ser piegas, mas vou tentar:

Eu só amei de verdade (de amante, não de amizade) duas vezes na minha vida. Ambas as vezes foram no colégio. 7º série do Ensino Fundamental e 3º ano do Ensino Médio.

O que essas duas pessoas tinham em comum?
Nada... logo, nada de "padrões", ok?

"O amor é Eterno. Se acabou, é porque não era amor."
Nelson Rodrigues

Será mesmo? Bem, as pessoas podem achar que não porque achavam que estava com "a pessoa" da vida delas e que nunca mais encontraria outra e, de repente, a tal pessoa não significa mais nada na sua vida. Estas mesmas pessoas costumam confundir Amor e Paixão, que são coisas absolutamente diferentes, mas que devem andar juntas para uma harmoniosa relação duradoura (e rara...).

Mas vamos* falar de mim, afinal, foi pra isso que eu criei este blog.

Acontecimentos recentes mostram que essa frase é verdadeira. Por exemplo: fiquei nervoso ao ver a minha amada (da 7º série! Há 8 anos atrás!) na parada, esperando o ônibus. Acho que ela não me reconheceu, mas eu não tive coragem de falar com ela. Fiquei com medo, meu coração acelerou, me senti inquieto e ao mesmo tempo confortável. Já conhece os sintomas, não é? E eu não parava de pensar: "Nossa! Depois de tanto tempo! Eu achei que já tinha superado isso." Superado o quê? Não há nada a superar, você só tem que viver com isso (como se fosse fácil...). Claro que a intensidade não é a mesma da época, mas ela foi a primeira. Vai dizer que você não se lembra do seu primeiro amor?
Na verdade, eu achei a situação engraçada.

Agora vamos consertar as coisas e possíveis mal-entendidos. Eu NÃO cheguei a namorá-la. Nós nem ao menos "ficamos". Sabe por quê? Porque eu demorei demais... ela me esperou mais que o suficiente e acabou se aproximando de outro garoto. Isso depois de eu passar por cima do meu medo e escrever a ela uma carta. Ela me respondeu com outra carta - em formato de coração, pintada com giz de cera vermelho - dizendo que gostava de mim, mas eu me afastava. Ela achava que eu não gostava dela... que agora ela gostava de um garoto da 8ª série... "Quem sabe no futuro?". Essas palavras ficaram ecoando na minha cabeça por dias, até que um dia eu rasguei a carta em fúria e decidi seguir a minha vida. E foi o que eu fiz.

Moral da história?
Arrisque! Se você tem a chance, não desperdice. Sério, a vida é uma só (até onde minha pobre ignorância sabe) e podemos não ter o tempo que precisamos.

O pior é que eu levei isso muito a sério. Depois disso, todos com que eu me afeiçoei ficaram sabendo de meu sentimento para com eles (desta vez, englobando amantes e amigos). Sou corajoso e por certo estúpido algumas vezes, mas não me arrependo de nada - inclusive, penso que "arrependimento" é algo totalmente inútil. Prossigamos: isso já me causou problemas, pois meu segundo amor ficou sabendo através de uma carta (eu e minhas cartas...) que eu estava, digamos, "afim". Isso mesmo! Eu não disse que estava apaixonado depois de ter aprendido a lição. Não digo mesmo! Posso estar morrendo de amor, só deixo a pessoa saber se eu ver que não tem jeito ou que é recíproco. Se tem uma coisa que eu aprendi da natureza humana é que as pessoas pisam naquelas que a amam. Claro que existem poucas exceções, mas não é bom arriscar. Não podemos evitar, somos humanos. Voltando ao meu segundo amor (3º ano, caso não se lembre): já estava no fim do ano e não aconteceu nada. Apenas conversamos um pouco e logo perdemos o contato

Qual a diferença entre os dois casos? A diferença é que não teve um ponto final no segundo caso (pode olhar, eu não esqueci de colocar o ponto final no parágrafo acima, foi de propósito). Isso me fez pensar que ainda tenho chance (ou não). De qualquer forma, é uma história inacabada. Eu sinceramente preferiria levar um "NÃO" do que ficar na dúvida. Eu sou forte. Se levo um "Não" verdadeiro e definitivo, logo desencano da pessoa. Mas a dúvida é foda!

De repente eu penso: "Será que não está no orkut? Todo o Brasil está no orkut, não é possível." E não é que eu achei!

EU ACHEI!

Não é o máximo? Bem, ainda me falta dizer o que eu (ainda) sinto. Mas, pra ser sincero... tenho medo de perder pra sempre esta pessoa. Eu tenho tanta afeição por esta que me magoaria perder ao menos a sua amizade. É muito mais sentimental do que carnal. É simplesmente... amor.


Bom, por hoje é só! Se acontecer algo, prometo que escrevo aqui.
Até mais!

*Como eu me refiro a mim mesmo na primeira pessoa do plural? Mas em outro dia eu volto com minhas loucuras e o Português...

domingo, 11 de maio de 2008

Surpresa!

Já tentou fazer uma surpresa a alguém?

É uma pena que a vida não seja como nos filmes, às vezes...
Digo, na vida real, as coisas são "um pouquinho" diferentes.

Por onde eu começo? Já sei: Minha depressão sexual já passou! (que alívio!)

Então, pra comemorar, resolvi sair de casa para visitar alguém que não vejo há um tempo. É claro que eu não esperava que a pessoa estivesse disponível no momento em que eu quisesse, mas eu queria que ela fosse um pouco mais receptiva. =(

Bem, o caso é que eu fui com a cara e a coragem e, claro, liguei primeiro. Ela disse que não estava em casa, que estava comprando um presente pra sua mãe. Que quando chegasse me ligaria. Mas isso não ocorreu.

Eu fui quem liguei, quando já estava chegando (afinal, o metrô não ia esperar até mais tarde). Ela disse apenas que ia chegar mais tarde. Então eu disse - percebendo o seu desconforto - que não tinha problema se não pudesse, que eu iria para a casa do meu primo. Ela disse que podia ser então, se não tivesse problema pra mim, que nos encontrássemos no próximo dia... hoje... Domingo Das Mães... mas tinha problema! Por que eu não disse? Era egoísmo demais da minha parte querer que ela se desfizesse de alguns compromissos por minha causa? Ou era pedir demais, já que não namoramos? Foram essas coisas que eu pensei, por isso não disse.

Mas eu fiquei mais de uma hora na parada esperando passar um ônibus para ir para a casa do meu primo, já que eu nem sabia como voltar pra casa de onde eu estava (peguei uma condução e um metrô pra chegar lá). Enquanto eu esperava na parada, eu não parava de pensar. Fiz algumas ligações... ninguém atendeu, de lugar nenhum... senti vontade de chorar, mas não o fiz. De repente eu me senti vazio e invisível.

As pessoas vinham à parada, saiam após alguns minutos e eu voltava a ficar só. Até que um ônibus finalmente passou. Nesse meio tempo, liguei para um amigo que estava próximo, mas ele não estava em casa. Mas ele se sentiu mal por isso, afinal, não era culpa dele. Não era culpa de ninguém. It's only fate...

Bom, tudo foi bem na casa do meu primo. Assisti um filme antes de dormir. Mas, no outro dia, não senti vontade de ir. Não por querer dar o troco, mas porque eu realmente iria só por ir, ao contrário de ontem. Ontem eu queria estar lá com ela, ver o filme com ela, acariciá-la, beijá-la, ocasionalmente fazer amor com ela e dormirmos juntos, mas foi tudo por água abaixo.

Não fui.

Não chegou ao ponto de eu voltar ao estado de "depressão sexual", mas foi triste.

Enfim, aqui estamos. Tomara que o próximo post seja um pouco mais divertido.

Surpresa!...