terça-feira, 11 de setembro de 2018

Dança do tempo





Cá estou, novamente, pelo anseio das palavras
Há muito não nos vemos, eu sei
No hiato do tempo de tudo aconteceu

Apaixonei-me perdidamente, casei-me
Frustrei-me, descasei-me

Fechei meu coração, não sentia mais
Fui ao ermo e lá fiquei
Deixei de viver, então renasci

Nas entrelinhas do durante, muitas oportunidades perdi
As deixei passar, sem nem saber que estavam alí

Caí, fiquei, me arrastei... e então levantei
Ora, não seja superação
As cicatrizes ainda estão visíveis

Não sofri só, carreguei alguns
Apenas resisti, sobrevivi

Nem tudo ruiu, algo floresceu
No desbalanço da vida, não repousei

Agora estou aqui, novamente, apaixonado
O trauma me consome, o medo me corrói
Não é como antes, muito aconteceu

A experiência me faz ver diferente
Nem sempre para o melhor da gente
Esquecer é tão importante quanto lembrar
Cá estou, novamente, pelo anseio das palavras...

Rôney Andrade,
11/09/2018

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