
Reciprocidade
E, naquela manhã, o sol era lindo
O caminho era inquieto e apreensivo
Pisadas firmes, mas ainda trêmulas
À espera, na sombra estava eu
Tudo ao redor parecia calmo...
Da ponte, você me veio sorrindo
O abraço aguardado é confortante
A expressão de carência mútua
Sentimo-nos impenetráveis, inatingíveis
Um pequeno momento de intensa alegria.
Medo e emoção podem conter perigo
O desequilíbrio pode ser percebível
Amor não pode ser tangível, empírico
A sincrônica já não há, não houve tempo
Medo e emoção podem conter perigo...
Ainda assim, você enxerga minha alma
Apaixono-me durante o durante
Por favor, não me olhe assim, me corrói
Me sinto sem armas, sem escudos.
A dualidade permeia incessante
Não sei o que fazer, não sei!
Razão, corpo e alma se desvinculam
Por que é tão difícil me deixar sentir?
Por que não me permito?
Ah, quem me dera não ter passado
Um tempo difícil não pode ser atemporal
O pesadelo vivo ainda me assombra
Seria um segredo que guardo de mim mesmo?
A luz da caverna ainda pode ser alcançada.
Desilusão não poderia descrever
Nos amamos em tempos diferentes
E foi verdadeiro, foi sincero
O curto tempo se prolonga infindável
Mesmo que se torne finito, hoje vejo.
Ter, ver, pensar, sentir
A ordem dos fatores altera o resultado
A reciprocidade foi tardia...
Siga seu destino, meu amor
Vá e leve uma parte de mim
Assim, um dia talvez eu possa
preencher esse vazio com a parte de alguém.
Rôney Andrade, 07/03/09 às 17:35.
6 comentários:
nossa, de tão bom que foi, doeu o coração...
Bonita mesmo, parabéns.
Oi Rôney
ótima poesia!! adorei!!
Bjo
oi sih...
"aa... que bom...'
Oi Jonathan..
'aham...então tá né...'
Gente, essa foi de fechar o comércio *-*
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