sábado, 7 de março de 2009

Mais uma poesia...


Reciprocidade

E, naquela manhã, o sol era lindo
O caminho era inquieto e apreensivo
Pisadas firmes, mas ainda trêmulas
À espera, na sombra estava eu
Tudo ao redor parecia calmo...

Da ponte, você me veio sorrindo
O abraço aguardado é confortante
A expressão de carência mútua
Sentimo-nos impenetráveis, inatingíveis
Um pequeno momento de intensa alegria.

Medo e emoção podem conter perigo
O desequilíbrio pode ser percebível
Amor não pode ser tangível, empírico
A sincrônica já não há, não houve tempo
Medo e emoção podem conter perigo...

Ainda assim, você enxerga minha alma
Apaixono-me durante o durante
Por favor, não me olhe assim, me corrói
Me sinto sem armas, sem escudos.

A dualidade permeia incessante
Não sei o que fazer, não sei!
Razão, corpo e alma se desvinculam
Por que é tão difícil me deixar sentir?
Por que não me permito?

Ah, quem me dera não ter passado
Um tempo difícil não pode ser atemporal
O pesadelo vivo ainda me assombra
Seria um segredo que guardo de mim mesmo?
A luz da caverna ainda pode ser alcançada.

Desilusão não poderia descrever
Nos amamos em tempos diferentes
E foi verdadeiro, foi sincero
O curto tempo se prolonga infindável
Mesmo que se torne finito, hoje vejo.

Ter, ver, pensar, sentir
A ordem dos fatores altera o resultado
A reciprocidade foi tardia...

Siga seu destino, meu amor
Vá e leve uma parte de mim
Assim, um dia talvez eu possa
preencher esse vazio com a parte de alguém.


Rôney Andrade, 07/03/09 às 17:35.

6 comentários:

:: branco disse...

nossa, de tão bom que foi, doeu o coração...

faco disse...

Bonita mesmo, parabéns.

Simone disse...

Oi Rôney
ótima poesia!! adorei!!
Bjo

faco disse...

oi sih...
"aa... que bom...'

Simone disse...

Oi Jonathan..
'aham...então tá né...'

Bruninho. disse...

Gente, essa foi de fechar o comércio *-*